Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Crítica: Filme 'Liga da Justiça' integra espírito de equipe dos heróis da DC

Expectativa por um bom filme unindo os heróis de 'Liga da Justiça' se confirma em roteiro criativo e atuações convincentes

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Ricardo Daehn Publicação:17/11/2017 06:00Atualização:17/11/2017 09:15
Questões contemporâneas, como racismo e empoderamento feminino, estão em voga em Liga da Justiça

 (Warner Bros/Divulgação)
Questões contemporâneas, como racismo e empoderamento feminino, estão em voga em Liga da Justiça
 
 
Matrizes de uma energia operada em ciclo perpétuo que ameaçam diretamente a Terra são o alarmante inimigo combatido em Liga da Justiça. Em conjunto, as três caixas maternas que acomodam a energia surtem um poder ilimitado. Antes, porém, um enorme número de episódios e malabarismos na interação entre os protagonistas estão dispostos na trama de recrutamento da equipe inicial de super-heróis adaptados do universo DC.
 
Numa das melhores cenas do longa-metragem assinado pelo nerd Zack Snyder, a Era dos Heróis é retratada, dando ideia das origens e do risco com o maior vilão do filme: um despersonalizado Lobo da Estepe. É o tropeço maior de Snyder, que, no passado, adereçou o vilão de 300 (feito por Rodrigo Santoro) como uma escola de samba ambulante.
 
O cheiro que vem do medo dos humanos tira o Lobo da Estepe do sério e, para piorar, ele entra no enredo repleto de comparsas, os parademônios, grande acerto da adaptação para o cinema. Sem o Superman no encalço e com o destinos dos heróis em corrente especulação pela imprensa de Metrópolis, a existência dos homens é afetada por batidas policiais contra arruaceiros e pela ação de “terroristas reacionários”, como se identificam.

Confira as sessões  e em 2D.
 
Com roteiro divertido que injeta bom humor até mesmo na figura do taciturno Batman (Ben Affleck, menos carrancudo ou sofredor), tanto Joss Whedon (Os Vingadores) quanto Chris Terrio (Argo) acertam. E a afinidade reflete na interação entre os heróis arregimentados. Haverá quem critique, e com completa razão, o Aquaman feito por Jason Momoa. Não porque beba uísque (ou quebre garrafas) — mas por ter comportamento que destoa completamente do esperado.
 
Quem rouba a cena, entre os metasseres reunidos pelo esforço da Mulher-Maravilha e de Batman, é The Flash, amalucado jovem, esforçado na patinação no gelo que assume a necessidade de “ter novos amigos”. Mal comparando, The Flash seria o Deadpool da vez.

As cenas de batalha que envolvem o maior vilão, ainda que ele seja unidimensional como um genérico Vingador de Caverna do Dragão, funcionam. Mulher-Maravilha torna consistente o empoderamento feminino, com atitudes de tirar o fôlego. 
 
A questão racial também está esboçada no longa, aprimorada com a participação do Ciborgue negro (o ótimo Ray Fisher). Um golpe de mestre é o equilíbrio entre todos os participantes do grupo, mesmo com o sobressalto do ator Ezra Miller (excelente, como Flash).
 
 

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