Brasília-DF,
17/JUL/2018

Premiado filme Lucky chega a Brasília e fala sobre morte

No longa-metragem o ator Harry Dean Stanton representa um senhor razinza

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Ricardo Daehn Publicação:08/12/2017 06:00Atualização:07/12/2017 11:02

A morte é um dos temas trazidos por Lucky (Reprodução/Internet)
A morte é um dos temas trazidos por Lucky

O prêmio de melhor ator no modesto Festival Internacional de Cinema de Gijón, na Espanha, encaixa feito luva com o canto de cisne ofertado na telona pelo ator Harry Dean Stanton, morto em setembro. Com uma profundidade nos olhos e dono de discretos picos de interpretação, o ator, aos 90 anos, foi a razão de ser do longa assinado por John Carroll Lynch.

 

Quem não conhece o popular Seu Lunga vai ser apresentado a uma versão menos pontiaguda do velho ranzinza: Stanton (sempre lembrado por Paris, Texas) vive, na fita, Lucky — sujeito de sorte plena e que, hipoteticamente, teria altos papos com o destemido personagem de Jeff Bridges em Sem medo de viver. Sorumbático, mas racional, ele sabe, em muito, diferenciar solidão de solitude. E reflete, sem vulgaridade na emoção, sobre a vida quase finda.

 

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Realista e com repulsa por “conversa mole”, Lucky tem ciência da morte, à espreita por ceifar a personalidade admirável. Claro que guarda lá seus segredos (até por não ter como compartilhar), como o orgulho de ser ateu e fumar, por baixo, um maço diário de cigarros.

 

Inspiradas atuações de Tom Skerritt, Ron Livingstone e David Lynch (na pele de um maluco que ostenta a amizade com um cágado) completam a natureza quase morta retratada por John Carroll Lynch, sob poderosa trilha sonora, permeada por folk. Uma sacudida de fôlego no estagnado cinema caça-níqueis.

 

 

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