Brasília-DF,
17/OUT/2018

Crítica: 'Fala sério, mãe!' aborda relação entre mãe e filha

O longa-metragem conta com Ingrid Guimarães e Larissa Manoela no elenco

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Ricardo Daehn Publicação:29/12/2017 14:46
Filha e mãe passam juntas pelos perrengues da adolescência (Reprodução/Internet)
Filha e mãe passam juntas pelos perrengues da adolescência
 
O retrato de uma convivência umbilical muito transparente é frisado no misto de comédia e drama Fala sério, mãe!. Completamente dependente da parceria entre as atrizes Ingrid Guimarães e Larissa Manoela, o filme não decepciona quem busca uma diversão descompromissada ou sem maior apreço pela linguagem de cinema. O público focado é aquele ligado nos livros de sucesso assinados por Thalita Rebouças, entre os quais o que deu origem ao longa É fada!, com Kéfera Buchmann.
 
A partir de uma direção sem a menor presença, Pedro Vasconcelos apoia, o filme no carisma de Ingrid Guimarães, coautora do roteiro, com Paulo Cursino (dos sucessos Até que a sorte nos separe e De pernas pro ar) e Dostoiewski Champagnatte.
 
Muito demorado até engatar, o filme, na primeira parte, apresenta a relação com descobertas da vida a dois do casal Ângela (Guimarães) e Armando (Marcelo Laham). Até deixar de ser criança, Malu (personagem de três atrizes, entre elas Larissa Manoela) vai se provar voluntariosa, desprezando aulas de balé, judô e conquistando o direito de ter a primeira festa do pijama.
 
Uma grata surpresa é ver quão natural a adolescência é retratada pela personagem de Larissa Manoela: entre as futilidades da idade, uma das poucas às quais se permite é vestir roupas estilosas, confeccionadas por ela mesma.
 
 
Já Ângela tem uma roupagem mais comedida, numa linha acentuada pela (desta vez) discreta Ingrid Guimarães. Em momentos engraçados, ela compara a ida à manicure com um passeio em Paris, e, pelo excesso de zelo, chama um desafeto momentâneo da filha de 6 anos de “garota mau-caráter”.
 
Ainda que achincalhe com espírito esportivo a imagem de Fábio Jr., o filme, que trata de troca de responsabilidades e forte cumplicidade entre mãe e filha, derrapa feio pela trilha musical absolutamente aleatória. As transformações narradas por Malu, que conta desde o primeiro beijo à perda da virgindade, são escoltadas, em cenas, por irmãos completamente sem definições dramáticas.
 
Confira o trailer:
 
 

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