Brasília-DF,
20/MAI/2018

'O destino de uma nação' conta a história de Winston Churchill

Estrelado por Gary Oldman, o filme foi premiado no Globo de Ouro

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Ricardo Daehn Publicação:12/01/2018 06:00Atualização:11/01/2018 17:31
Gary Oldman venceu o Globo de Ouro pela atuação em O destino de uma nação (Reprodução/Internet)
Gary Oldman venceu o Globo de Ouro pela atuação em O destino de uma nação
 
 
Nos últimos 10 anos, personagens históricos vêm rendendo vários Oscar a atores que a eles se dedicam. Foram premiados Daniel Day-Lewis, Colin Firth, Sean Penn e Forest Whitaker. Salvo o aparecimento de uma interpretação espetacular, nas telonas, não há como desconsiderar a posição de favorito do ator Gary Oldman, capaz de mimetizar Winston Churchill nas telas de cinema em O destino de uma nação.

O delinear do papel de virtual agente a intermediar a paz com os nazistas, durante os primórdios da Segunda Guerra, é o que mais chama a atenção no roteiro meio fraco assinado por Anthony McCarten (lembrado por A teoria de tudo). 

Ao invés de mostrar uma evolução de Churchill, com antecedentes como o da ruptura junto ao Partido Conservador, o ingresso no Parlamento (antes da Primeira Guerra) e a chegada até 1953, quando alcançou o prêmio Nobel de literatura, o filme se atém ao período crítico, quando, em 1940, ardiloso, soube se valer dos desgostos de muitos com o primeiro-ministro Neville Chamberlain (Ronald Pickup), e tomou de assalto um posto para o qual nem era tão cotado.

Em momentos divertidos, o monarca George VI (Ben Mendelsohn) se arqueia, contrariado, pela necessidade de ter Churchill ao seu lado, na crise provocada pela crescente escalada de Hitler. Com o espetacular Gary Oldman em cena, fica fácil crer na retórica de Churchill, sacramentada pela sentença: “Não tenho nada a oferecer além de sangue, suor e lágrimas”.

Conversas, na surdina, com o presidente Franklin D. Roosevelt, a cisma com o “V de vitória” (sistematicamente, apresentado à mídia), a falta de elegância do futuro cavaleiro do reino de Elizabeth II, as extravagâncias do beberrão, que ostentava múltiplos charutos — tudo se apequena quando Oldman abraça a qualidade de orador supremo.

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