Brasília-DF,
16/AGO/2018

Crítica: 'Lady Bird' conta história de uma adolescente rebelde

Saoirse Ronan vive a jovem de 17 anos

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Ricardo Daehn Publicação:16/02/2018 06:00Atualização:15/02/2018 18:12
A jovem Lady Bird quer mudar de vida, tendo novas experiências em Nova York (Reprodução/Internet)
A jovem Lady Bird quer mudar de vida, tendo novas experiências em Nova York
 
Certo individualismo transparece na trama de Lady Bird e é normal que esteja lá. Afinal, a protagonista que adota o nome do papel-título pretende sair do aconchego do ninho familiar e zelar por uma nova identidade.

Prestes a entrar na faculdade, Lady Bird (Saoirse Ronan, novamente magnética nas telonas) quer ingressar nas artes cênicas e ter, como trampolim, várias experiências que a levem para o que crê ser o centro do mundo: Nova York. Na lista das novidades estão, indiferente da ordem, maconha, o teste de autoescola, o namorado Danny (Lucas Hedges) e o acesso a crédito estudantil.

O ego inchado de Lady Bird progressivamente a afasta daquela que, não fosse o excesso de preocupações e estresse com economia familiar, poderia bem ser sua confidente — a mãe, Marion (Laurie Metcalf, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante). Contestadora, a protagonista terá como melhor amiga a obesa Julie (Beanie Feldstein, formidável) e ganhará muitos mimos do pai, que pela mãe é jocosamente chamado de Senhor Gente Boa (personagem do ator e dramaturgo Tracy Letts).
 
 
Se há bastante de verdade na telona, muito deve ser creditado à diretora do longa, a radiante Greta Gerwig, atriz de mais de 40 produções. A quinta realizadora candidata ao Oscar, em 90 anos de história da premiação, soube tornar atraente um filme com trama corriqueira, sem grandes indícios de inventividade.

Roteirista, ela amarra com a dose certa de frouxidão temas como a Guerra do Iraque, desemprego e reserva de cotas para estrangeiros. Mesmo que fique algo berrante a falsidade do conflito entre Lady Bird e Marion, o filme tem muita vitalidade e momentos encantadores de uma suburbana com um quê de descrente, que faz troça com conceitos religiosos, bota fé na força da solidariedade e se apressa em tirar proveito da independência, a poucos metros, logo ali, na próxima esquina.
 
 

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