Brasília-DF,
22/JUL/2018

'Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi' traz à tona temas importantes

O longa dirigido por Dee Rees tem roteiro afiado, mas trata o racismo com sutileza

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Correio Braziliense Publicação:16/02/2018 06:00Atualização:15/02/2018 18:14

A amizade de Jamie e Ronsell enfrenta questões raciais ( Internet/Reprodução)
A amizade de Jamie e Ronsell enfrenta questões raciais

 

Luta de classes, racismo no sul dos EUA, empoderamento feminino, relação entre sobreviventes de guerra, violência, nacionalismo imperialista. Ufa! Esses são os principais temas trazidos por Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi, longa que tem o roteiro indicado ao Oscar e chega neste fim de semana às telas brasileiras.

 

A diretora Dee Rees enfileira uma série de personagens divididos em diversas paralelas que dividem o protagonismo. Em uma delas, Laura (Carey Mulligan), bastante pressionada a se casar pela família tradicionalista, se une ao bruto Henry McAllan (Jason Clarke) e, mesmo sem ter a menor familiaridade com o campo, se muda para uma propriedade rural à beira do rio Mississipi.

Confira aqui as sessões do filme

 

Ali, ela se vê no meio de uma disputa racista. O sogro dela, Poppy McAllan (Jonathan Banks), humilha os Jackson, família de trabalhadores rurais que mora e dá expediente pesado na propriedade dele. O latifundiário vai fazer de tudo para manter os privilégios dos brancos, usando, inclusive, a influência econômica que tem. 

 

Por outro lado, o filho mais novo de Poppy, Jamie McAllan (Garrett Hedlund), acaba firmando grande amizade com o filho dos caseiros, Ronsell Jackson (Jason Mitchell). Em comum, os dois foram à guerra.

 

A crítica internacional ressaltou que o racismo em Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi é tratado de uma forma mais sutil, dando igual destaque aos brancos e aos negros na discussão, evitando o maniqueísmo. Para tanto, a diretora tem a importante ajuda de Mary J. Blige, em atuação que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante, como um elo entre as duas famílias.

 

Com tantos temas áridos, é na beleza da imagem bem tratada e na trilha sonora que Dee Rees busca a sensibilidade. Deu certo: a fotografia do longa e a canção Mighty River completam o quarteto de indicações do longa ao Oscar.

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