Brasília-DF,
22/MAI/2018

'Operação Red Sparrow' desperta interessa, mas peca pelo excesso

Confira crítica de 'Operação Red Sparrow', filme com Jennifer Lawrence

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Ricardo Daehn Publicação:02/03/2018 06:00Atualização:01/03/2018 17:15
Personagem de Jennifer Lawrence se vê envolvida de repente em trama de espionagem (Twentieth Century Fox/Divulgação)
Personagem de Jennifer Lawrence se vê envolvida de repente em trama de espionagem


Diretor de longas de resultados irregulares como Eu sou a lenda e Água para elefantes, Francis Lawrence adapta em, Operação Red Sparrow, um best seller de Jason Matthews.
 
Muito envolvente e sólido na estrutura inicial, o longa, a cada sequência, entretanto, tem a intensidade diluída. Na trama, uma luta global por visibilidade segue alimentando a Guerra Fria, ainda que Estados Unidos e Rússia deem todas as antigas pendências, aparentemente, por encerradas.

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Útil ao Estado, como dançarina do Balé Bolshoi, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) tem contas a pagar e uma mãe que depende dela. Enquanto testemunha cidadãos “semi-adormecidos” a caminho do trabalho, a moça assume sentir-se especial.
 
A bem da verdade, o registro da vida dela — num comparativo inevitável — se prova bem inferior ao recente Atômica, outro filme de espionagem. Um violento incidente se encarregará da guinada na vida da moça, que passa à condição de espiã, recrutada à custa de muito esforço.
 
A entrada de Charlotte Rampling no filme como uma instrutora vai incendiar a trama. Tendo o corpo como arma, “os cadetes” (entre os quais Dominika), em aulas práticas e despudoradas, saberão como controlar adversários, no método descrito pela protagonista como “escola de prostitutas” (de modo ainda mais objetivo, é verdade). Acompanhando o processo, o tio Vanya (papel do belga Matthias Schoenaerts) aparece como um tutor de meia-tigela para a sobrinha.
 
Todo cheio de zigue-zague, falsas pistas, o roteiro de Justin Haythe (Foi apenas um sonho) não ajuda o filme que tem atmosfera por demais fria — num complemento à falta de química entre Jennifer Lawrence e Joel Edgerton, ator que interpreta o agente da CIA Nate Nash. Regado a sangue e sexo, por muitos momentos, Operação Red Sparrow desperta interesse, mas o excesso de esperteza da personagem central, com um quê arrogante, afasta maior simpatia.
 
 

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