Brasília-DF,
16/OUT/2018

Crítica: 'Tomb Raider: A origem', novo filme da heroína deixa a desejar

Novo longa da franquia decepciona por não trazer firmeza ou ousadia

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Ricardo Daehn Publicação:16/03/2018 06:01Atualização:15/03/2018 18:32
A Lara Croft de Alicia Vikander merecia ser mais bem tratada pelo diretor e pelo roteiro (Reprodução/Internet)
A Lara Croft de Alicia Vikander merecia ser mais bem tratada pelo diretor e pelo roteiro
Não mais do que uma sessão da tarde corriqueira. Sem muita firmeza ou ousadia, o diretor norueguês Roar Uthaug assume a estreia em Hollywood numa fita de temperatura morna Tomb Raider: A origem. Lara Croft, apesar do esforço louvável da ganhadora do Oscar (por A garota dinamarquesa) Alicia Vikander, merecia uma revisão mais enfática, levado em conta o legado deixado por Angelina Jolie, nas primeiras adaptações para cinema do jogo de videogame.

Com a coragem inicialmente subestimada, Lara ocupa as ruas de Londres, entre entregas de comidas, encomendas ou desafios ocasionais, montada numa bicicleta. Despistando o posto de herdeira natural de uma fortuna (supostamente) deixada pelo pai Richard (Dominic West), Lara abraça os melhores momentos na prevista aventura.
 
 
“A morte não é uma aventura”, observa um dos grandes companheiros da moça ao longo do filme, o oriental Lu Ren (papel de Daniel Wu). Com ele, Lara se arrisca rumo à ilha japonesa de Yamatai — na qual, há sete anos, o pai teria desaparecido. Cercada pelo Mar do Diabo, ela se acha pronta para deparar com a tumba de uma entidade identificada como Mãe da Morte. A existência de uma peste, em solo japonês, e de uma câmara das almas (formada por cadáveres) motivará a atuação de Lara, para além das fronteiras terrestres.
 
 
Apesar do roteiro fraco, com direito a vilão esquemático (Walton Geoggins vive o apagado Vogel), Tom Raider ganha com a montagem ágil de Stuart Baird (de A montanha dos gorilas).
Retratando um submundo habitado por apáticos personagens masculinos, o filme combina elementos de Jogos Vorazes com situações com quê de Caçadores da arca perdida. 

Em perpétua fuga, a protagonista (bastante em forma) responde por bons movimentos, tanto em alto-mar quanto numa queda d’água ou mesmo no ar. Enigmáticos artefatos e muita capacidade intelectiva também dão algum sentido para o corre-corre empreendido pela moça.

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