Brasília-DF,
25/ABR/2018

Crítica: 'A livraria' é quase como folhear aquele livro meio amarelado

O filme é baseado em livro pela inglesa Penelope Fitzgerald

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Ricardo Daehn Publicação:23/03/2018 06:09Atualização:22/03/2018 19:12
A livraria ganhou três prêmios Goya, o mais importante do cinema espanhol
 (Reprodução/Internet)
A livraria ganhou três prêmios Goya, o mais importante do cinema espanhol
 
Assistir ao filme A livraria é quase como folhear aquele livro meio amarelado, esquecido em canto de prateleira. O ano retratado na vida da protagonista, a idealista e solitária Florence Green (Emily Mortimer), é o de 1959. Ela persegue o sonho de estabelecer uma livraria, na pequena Hardborough (Inglaterra). Mas, diferentemente da ingênua e transformadora Vianne (interpretada por Juliette Binoche, em Chocolate), a presença de Florence parece menos solar, uma vez que muitos estão empenhados em ceifar as corriqueiras vontades: ela quer difundir o arrebatamento da leitura, introduzindo novidades como o enrubescedor Lolita e a literatura do americano Ray Bradbury.
 
 
 
Baseado em livro assinado pela inglesa Penelope Fitzgerald, A livraria traz o extrato do cinema defendido pela espanhola Isabel Coixet: a comunicação dificultada, personagens dóceis, composições visuais elaboradas, contratempos do destino e conclusões inesperadas. 

Indicado a uma dúzia de prêmios Goya (o mais importante no âmbito espanhol), A livraria faturou títulos de melhor filme, direção e roteiro. Nessa história que bem poderia começar com o batido “era uma vez...”, dois atores coadjuvantes se destacam: Bill Nighy vive o recluso e complacente viúvo Edmund Brundish, enquanto Patricia Clarkson dá vida à rancorosa senhora Gamart, uma pretensa intelectual disposta a aparecer.
 

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