Brasília-DF,
20/OUT/2018

Crítica: 'O filho uruguaio' retrata reencontro conturbado sem cair no melodrama

Oliver Peyon dirigiu o drama francês que promove reflexão ao público

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Ricardo Daehn Publicação:06/04/2018 06:00Atualização:05/04/2018 15:00
A dor de Sylvie é retratada no drama O filho uruguaio (Reprodução/Internet)
A dor de Sylvie é retratada no drama O filho uruguaio


A chegada da concentrada francesa Sylvie (Isabelle Carré) a Montevidéu é tensa e acusa desacertos. Descontrolada, a protagonista de O filho uruguaio chega a desconhecer o antigo e íntimo estagiário do marido Héctor (Lucas Barreiro), trabalhador de um hotel de luxo. 

Recuperar o filho dela e estancar anos de dor e sofrimento é o objetivo da vida, à medida em que se aproxima do pequeno Felipe (Dylon Cortes). O diretor Oliver Peyon, pouco a pouco, destaca as dificuldades latentes do reencontro.

Sem dramalhão, na batida do recente Uma espécie de família, Peyon quer apresentar lados de uma condição complexa, sem encorajar reações extremadas. Pactuar desejos seria um caminho para a trama — uma vez que, confortavelmente, o menino vive com uma avó e tia, em meio à diversa realidade de outrora.

Contando com a confiança do assistente social Mehdi (Ramzy Bedia), Sylvie, aos poucos, perde a condição de protagonista suprema. Entre mentiras e o suspense pelo desfecho, fica ecoando, em muitos pontos, uma máxima destacada em diálogo: “Ninguém ensina a ser boa mãe”. Tateando, igualmente, o cinema de Oliver Peyon, O filho uruguaio se prova bastante reflexivo

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