Brasília-DF,
21/JUL/2018

'Um lugar silencioso' marca a estreia de John Krasinski como diretor

O filme mostra os desafios de uma população obrigada a viver em silêncio para proteger a vida

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Ricardo Daehn Publicação:06/04/2018 06:00

Humanos fazem o menos de barulho possível para não chamar a atenção de criaturas cegas
 (Reprodução/Internet)
Humanos fazem o menos de barulho possível para não chamar a atenção de criaturas cegas

 

É impossível não associar Um lugar silencioso, o mais recente filme do ator, e agora também diretor, John Krasinski, ao dia a dia do protagonista de Will Smith em Eu sou a lenda.

 

Devastada, a biosfera abriga pouca gente: agrupados, os personagens de John Krasinski, Noah Jupe, Millicent Simmonds e Emily Blunt nem têm nome aparente e vivem acuados. Tudo porque três criaturas cegas perambulam atrás de sons emitidos por toda e qualquer ação gerada por indivíduos.

 

Com produção de Michael Bay (que dirigiu John Krasinski em 13 horas: Os soldados secretos de Benghazi), Um lugar silencioso transborda criação de clima.

 

A carga de terror vem de sofrimentos, de lembranças e de culpas, empilhadas. Soa estranho que, a todo o momento, os personagens relembrem do involuntário voto de silêncio coletivo ao qual estão obrigados há bastante tempo.

 

Descalços, e alinhados numa fila indiana de trilha, aos moldes de O mágico de Oz, os personagens se locomovem em cima de areia (para abafar o som), e vivem um futuro de incertezas.

 

Pesa a fragilidade na família, com os filhos tolhidos de viver plenamente, sob a ameça de perderem a proteção dos pais (a todo momento, bastante ameaçados). Um lugar silencioso peca pela solução final simples, mas em alto e bom tom: assusta e intriga, em vários momentos.

 

 

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