Brasília-DF,
25/MAI/2018

'A cidade do futuro' é uma a história de um triângulo amoroso nos anos 1970

O filme tem boa proposta, mas não surpreende na execução. Confira a crítica do longa-metragem

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Ricardo Daehn Publicação:27/04/2018 06:00Atualização:26/04/2018 18:46

Triângulo amoroso choca cidade do interior na década de 1970 (Reprodução/Internet)
Triângulo amoroso choca cidade do interior na década de 1970

 

Em dupla, os cineastas Cláudio Marques e Marília Hughes, há cinco anos, fizeram render o confronto entre autoridade e aspirações juvenis, no premiado Depois da chuva. De volta ao terreno dos longas-metragens, com A cidade do futuro, eles sondam novamente barreiras de liberdade, antes dispostas em ambiente escolar.

 

Com A cidade do futuro, a perspectiva é modificada: entram na berlinda professores, bastante jovens, interpretados por Milla Suzart e Gilmar Araújo. Reconfigurando muito da realidade para o plano da ficção, os diretores obtêm um resultado que, descontada a porção realista, resulta numa dramaturgia flácida, num cinema desmotivado.

 

Inserida na cidade de Serra do Ramalho (ao norte da Bahia), a trama formulada aos trancos dispõe a herança de uma sociedade desalojada para a construção da represa de Sobradinho.

 

Cercados pela inflexibilidade dos mais conservadores, Milla e Gilmar têm dificuldades de vivenciar plenamente a situação de amor que ainda inclui o vaqueiro Igor (papel de Igor Santos). Esse ator de ocasião, por sinal, se prova, pela inexpressividade, um dos grandes problemas da fita.

 

Tratando de um momento especial para o trio, A cidade do futuro, com alguma elaboração visual, não ultrapassa voo mediano, longe de apresentar maiores atrativos.

 

Confira as sessões para o filme aqui.

 

 

 

 

 

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