Brasília-DF,
26/MAI/2018

Confira a crítica do documentário 'Todos os Paulos do mundo'

Documentário destaca importância da carreira do ator e diretor Paulo José

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Ricardo Daehn Publicação:11/05/2018 06:02Atualização:10/05/2018 19:06
A sensibilidade dá o tom de documentário que revisita a carreira de Paulo José (Reprodução/CB/D.A Press)
A sensibilidade dá o tom de documentário que revisita a carreira de Paulo José
 
Antes de mais nada, salta aos olhos, no documentário assinado por Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, Todos os Paulos do mundo, a palavra comprometimento — a partir da origem do filme, ancorada nos processos criativos e nos resultados alcançados pelo ator e diretor gaúcho Paulo José.
 
Até a interpretação em O palhaço (de Selton Mello), muito da participação dele nas telas de cinema é revista, desde o namoro meramente artístico com Lelia Diniz (com quem fez Todas as mulheres do mundo e Edu, coração de ouro), passando ainda pelos politizados cenários levantados com Policarpo Quaresma, o herói do Brasil e Macunaíma.
 
 
Humildade, um senso de direção artística apurado e um inconformismo (adequado para quem ajudou a formular o cinema novo) revestem o documentário, que fica polifônico com as narrações de parceiros de vida de Paulo José.
 
O envelhecimento e a convivência restritiva, pelo Mal de Parkinson, não são contornados, e, menos ainda, explorados sem medida.  Uma pena que haja finitude para o homem cada vez mais envolvido pela reclusão e pelos sedutores livros empilhados em casa.
 
Aos 81 anos, Paulo José é um belo exemplo de brasileiro a ser seguido.
 
 

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