Brasília-DF,
20/JUL/2018

Confira a crítica do filme 'Desobediência'

Longa é baseado no livro de Naomi Alderman

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Ricardo Daehn Publicação:22/06/2018 06:03Atualização:21/06/2018 17:00
Relações familiares e tradição religiosa se confundem em 'Desobediência' (Reprodução/Internet)
Relações familiares e tradição religiosa se confundem em 'Desobediência'
 
Para muitos o nome de Sebastián Lelio, o diretor que ganhou o Oscar com o filme chileno Uma mulher fantástica, parece ter despontado recentemente. Mas, a bem da verdade, ele já luta pela expressão de liberdade, há anos, com obra coerente que inclui O ano do tigre e Gloria. Com Desobediência, Lelio reafirma o gosto por enredos que versem sobre desejos assumidos, peso da família e tradição.

Sob emblemática delicadeza, Lelio rearranja um trio de protagonistas abalados pela morte de influente rabino: além da filha do mentor espiritual, Ronit (Rachel Weisz), sofrem Esti (Rachel McAdams, de Diário de uma paixão) e Dovid (Alessandro Nivola, visto em Trapaça), discípulo do rabino.
 
 
O enredo proposto no livro de Naomi Alderman em que se baseia o filme, entretanto, aprofunda os laços afetivos de todos. Ao som de Lovesong (do The Cure), Desobediência examina situações de repressão de sentimentos, de liturgia e de legado de vida. Discreto no tratamento e sem sermões nas mensagens, Sebastián Lelio discute acomodação frente ao amor e moralismo deslocado, em que sexo ganha, pela visão de alguns, o eufemismo de "prazer sensual".

Vinda de Nova York para o enterro do pai, Ronit — entre saudações milenares que desejam "tenha uma vida longa" e a perpetuação de paz (shalom!) — se torna pivô de transformações sociais. Confrontando conceitos de felicidade, Ronit se equilibrará para corresponder à expectativa até pessoal, de honrar o pai, na despedida final.
 
 

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