Brasília-DF,
12/NOV/2018

Um fóssil renovado: Confira a crítica de 'Jurassic World - Reino ameaçado'

Franquia volta com novos ares e funciona ao aliar o medo e o entretenimento

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Ricardo Daehn Publicação:22/06/2018 06:04Atualização:21/06/2018 17:01

Em 'Jurassic World - Reino ameaçado', os dinossauros estão encurralados e precisam ser salvos (Reprodução/Internet)
Em 'Jurassic World - Reino ameaçado', os dinossauros estão encurralados e precisam ser salvos

 

Em Cannes, o diretor espanhol J.A. Bayona já esteve cotado para o prêmio Câmera de Ouro, além de no âmbito dos prêmios Goya ter sido cotado como melhor diretor, por três vezes. O que estaria portanto o talentoso cineasta fazendo numa franquia que já esteve desacreditada, mesmo sob o lastro do produtor Steven Spielberg? A resposta menos arriscada! Melhorando padrões e se propondo a desafios.

 

Com apenas 1,57m, Bayona impressiona positivamente em Jurassic World - Reino ameaçado, ao lidar com a trama dos animais agigantados. Tal como numa aventura dos populares X-Men, os dinossauros estão encurralados na ilha de Nublar (Costa Rica), dentro de um parque temático, ameaçados pela sociedade e pela erupção de um vulcão.

 

Não demora para que os experientes Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) sejam recrutados, como possível freio aos problemas. Junto aos dois, a personagem infantil Maisie (a estreante e estridente Isabella Sermon) fará a diferença no cenário catastrófico.

 

 

 

Como em Sete minutos após a meia-noite (outra fita de Bayona), também muito centrado em fabulação e figura infantil, o medo faz certa morada — um elemento até que pouco explorado, na franquia Jurassic World. Sempre alinhado ao gosto do público (a eterna categoria em que figura no European Film Awards), Bayona consegue entreter, neste novo Jurassic World.

 

Tudo a ponto de renovar um fóssil cinematográfico, que se arrastava há 25 anos. Valorizado pelos atestados de qualidade apresentados em filmes como O orfanato e O impossível, o cineasta se mantém coerente, ao lado de parceiros competentes como o diretor de fotografia Oscar Faura e a atriz Geraldine Chaplin. Chatos que só, nem Zia (Daniella Pineda) nem Franklin (Justice Smith), os supostos alívios cômicos do filme, tiram o brilho da narrativa que, grosso modo, fica refém de efeitos visuais e do teor de suspense que se confirma.

 

Confira as sessões para o filme em 2D e 3D

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