Brasília-DF,
16/OUT/2018

Crítica: Apesar dos excessos, o forte 'Canastra suja' vale a conferida

O diretor Caio Sóh apresenta drama de família deteriorada no Rio de Janeiro

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Ricardo Daehn Publicação:22/06/2018 06:00Atualização:21/06/2018 17:00
 (Marcio Nunes/Divulgação)


Quase 15 anos depois de o diretor Roberto Moreira lançar o drama Contra todos, sobre uma família suburbana perdida em meio a mazelas paulistanas, o cineasta Caio Sóh apresenta outro núcleo putrefato, mas com enfoque no Rio de Janeiro, em Canastra suja.

Tudo se mistura nesta ciranda de dramaturgia pesada: os atores são convincentes, há muitos palavrões e as situações denotam potencial sexualizado.
 

 
Batista (Marco Ricca) quer se regenerar, na vida em que tudo “deu errado”. Casado com a esforçada Maria (Adriana Esteves, luminosa), o chefe de família é alcoólatra e carrega dramas que envolvem o péssimo relacionamento com o filho Pedro (Pedro Nercessian) e traz dose de estranheza com a filha Emília (Bianca Bin), quase uma cuidadora da irmã doente, Rita.



No jogo da vida, a aposta do patriarca seria na família, mas ela teima em vir tal qual canastra suja, ou seja, com a metade do valor.

Depois de assinar o artesanal e interessante Por trás do céu, Caio Sóh convence no drama movido a humilhações e preconceitos (raciais, especialmente); mas se perde nos excessos. Entre roubos e exposição de vergonhas que acompanham os familiares de Batista, alguns pontos parecem algo frouxos ou forçados. Ainda assim, o filme vale o ingresso.

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