Brasília-DF,
20/JUL/2018

Filme policial 'Berenice procura' desperta interesse por valores questionados

Do diretor Allan Fitterman, o filme conta com Cláudia Abreu, Emílio Dantas e Vera Holtz

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Ricardo Daehn Publicação:29/06/2018 06:00Atualização:28/06/2018 17:14
Berenice entra no submundo carioca em filme policial brasileiro (Canal Brasil/Divulgação)
Berenice entra no submundo carioca em filme policial brasileiro


O gênero policial é um dos mais mal explorados do cinema brasileiro. Numa linha de acertos, o diretor José Joffily (de filmes como Achados e perdidos e Olhos azuis) parece das poucas exceções.
 
Com Berenice procura, o diretor Allan Fitterman (codiretor de novelas Cheias de charme) não faz feio, como ainda que conte com roteiro muito convencional assinado por Flávia Guimarães. Amor e solidão, além de perdas e ganhos em concurso de transgêneros de boate, à beira de Copacabana, integram núcleos familiares para os personagens Berenice (Cláudia Abreu), Russo (Emílio Dantas) e Greta (Vera Holtz).
 
 
Num ambiente sufocante, vive Berenice, que assume o táxi do pai morto. Ela é a mãe de Thiago (Caio Manhente, ainda meio verde na interpretação) e divide o apartamento com um marido desatento (Eduardo Moscóvis). Berenice deseja a felicidade do filho e é com ele que vai adentrar o dito submundo carioca.
 
Furtos, mortes e cenas de delegacia (pouco convincentes) cercam a rotina de Brigitte (a travesti Brigitte de Búzios, de Divinas divas, recentemente, morta) e Isabelle (a trans Valentina Sampaio), elementos fundamentais para a trama. Com o clichê do retrocesso no tempo das ações, o longa se enfraquece, bem como com o encaixe perfeito (bem forçados) de partes do enredo. Mas, pelos valores questionados — da afirmação feminina à formulação de novos parâmetros de família — o longa desperta interesse.
 
 

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