Brasília-DF,
16/JUL/2018

Crítica: Longa 'Custódia' provoca uma explosão de emoções no espectador

Explosivo, impressionante e extremamente envolvente, Custódia levou o Leão de Prata de melhor diretor no Festival de Veneza

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Ricardo Daehn Publicação:06/07/2018 06:03Atualização:05/07/2018 17:16
O menino Julien sofre com o despedaçar da família dele (Reprodução/CB/D.A Press)
O menino Julien sofre com o despedaçar da família dele

Em cinema, existem exemplos de narrativas de filmes que evoluem — não se limitando a apenas um projeto. É o caso de Custódia, estreia do francês Xavier Legrand em longas. A obra é, na verdade, derivada do curta Avant que de tout perdre, que competiu ao Oscar de melhor produção do segmento, há três anos. Explosivo, impressionante e extremamente envolvente, Custódia levou o Leão de Prata de melhor diretor no Festival de Veneza.

O drama explorado pelo filme é literalmente familiar: num caso de separação paulatina, os componentes do clã Besson mais do que sofrem, agonizam. A primeira cena quase exaure o espectador: todos os eventos saem do plano emocional para ganhar registro formal, perante analistas de irritante juridiquês. A vivência efetiva da acidentada relação entre Myriam (Léa Drucker) e Antoine (Denis Ménochet) se descortinará, pouco a pouco, perante o espectador.

Perplexo e engasgado, o menino Julien (personagem do espetacular estreante Thomas Gioria) é o para-raios de todo núcleo familiar, que ainda tem a irmã dele, Joséphine (Mathilde Auneveux). Uma ameaça nada ruidosa se instala no enredo, com o descontrole tomando conta de Antoine. Certas mudanças de comportamento colocam, cada vez mais, o público afundado na poltrona do cinema. 
 
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