Brasília-DF,
18/DEZ/2018

Crítica: Documentário 'Abrindo o armário' dialoga sobre representatividade

A produção aborda questões do público LGBTQI e conta com participações de Linn da Quebrada, Viper Venomenous e João Silvério Trevisan

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Adriana Izel Publicação:17/08/2018 06:00Atualização:16/08/2018 18:24
Funkeira Linn da Quebrada divide as dificuldades de sua trajetória no longa (Elo Company/Divulgação)
Funkeira Linn da Quebrada divide as dificuldades de sua trajetória no longa

 
“O ato de sair do armário é um ato político”. Essa é uma das muitas falas emblemáticas dos 16 personagens do documentário Abrindo o armário, dos diretores Dario Menezes e Luis Abramo, e que serve para explicar a importância e do que se trata a produção.

O filme foi produzido pela dupla como uma forma de representar uma parcela da sociedade que muitas vezes fica de fora do cinema e da televisão ou, que, quando é retratada, aparece de forma estereotipada. Para isso, os diretores chamaram pessoas de diferentes gerações, entre famosos — como Linn da Quebrada, Viper Venomenous e João Silvério Trevisan — e anônimos, para dividir com o público experiências diversas sobre o ato de “sair do armário”.
 
 
Histórias alegres e emocionantes tomam conta da tela, mas também há relatos tristes e tocantes, que servem como forma de conscientização da população. Abrindo o armário é um documentário extremamente importante para representatividade.

Duas perguntas // Dario Menezes


Como foi encontrar os personagens do documentário e mesclar pessoas experientes e jovens na produção? 

A pesquisa para encontrar personagens com histórias bacanas e comoventes foi grande, detalhada e levou tempo. Começamos com um leque de 40 possíveis personagens e, ao longo da pré-produção, esse número foi caindo, até chegarmos a 16. Cada um deles aborda um tema, um aspecto, um assunto que se fez presente nessa trajetória de quase 50 anos. Sentimos que seria muito importante não defender uma tese e, sim, fazer um recorte, mostrando a opinião de pessoas que você pode encontrar na rua, na família, na escola, no trabalho. A questão de optar pelo título simboliza para nós não só a possibilidade do movimento de saída para alguém que esteja dentro do armário. Mas também, e principalmente, para que quem esteja do lado de fora do armário possa ver que lá dentro existem pessoas sensíveis, interessantes, talentosas, que precisam ser vistas, compreendidas e respeitadas.

Para você, qual é a importância de trazer esse tema para uma produção atual?

Vivemos tempos difíceis, sombrios. Na política, na economia, nos costumes. A luta pela aceitação da diversidade é gigantesca. E muitas vítimas estão tombando pelo caminho. O Brasil é o triste campeão no ranking dos países que mais matam pessoas do mundo LGBTQI+. Mas é bem verdade que a repressão, as mortes e as ameaças não conseguiram evitar que a questão esteja cada vez mais presente no cotidiano das famílias, da mídia, no comportamento da sociedade de uma forma geral. Apesar das derrotas, estamos andando pra frente. E não vamos parar. Aconteça o que acontecer.


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