Brasília-DF,
17/DEZ/2018

Crítica: Reação feminina ao clássico vilão dá força ao novo 'Halloween'

Banhado a muito sangue, filme de Daniel Gordon Green retoma longa de 1978

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Ricardo Daehn Publicação:26/10/2018 06:00Atualização:26/10/2018 10:42
Jamie Lee Curtis revive Laurie, agora ex-babá, com competência (Reprodução/Internet)
Jamie Lee Curtis revive Laurie, agora ex-babá, com competência
 
Em um momento do mais novo Halloween (com aval do criador do original de 1978, John Carpenter), um trio de personagens femininas poderiam ser confundidas com as panteras ou mesmo com as bruxas de Eastwick, tamanha a ação e a garra para conter o arsenal de maldades do temido protagonista Michael Myers. Sangue vem a ser elemento que chega aos litros no filme assinado por Daniel Gordon Green. 

Myers segue impassível, por detrás da máscara que tanto intriga o psiquiatra Sartain (Haluk Bilginer) há 40 anos. Além dos personagens originais (criados por Carpenter e por Debra Hill), novatos cercam a ex-babá Laurie (Jamie Lee Curtis), agora, uma avó entretida com a proteção da filha Karen (Judy Greer) e da neta Allyson (Andi Matichak).
 

Com inesperado humor, Halloween segue seduzindo os fãs, com truques conhecidos como as cenas de sexo interrompido entre casais enamorados, crianças poupadas da ação de Myers, falsos sustos e barulhos de facadas que, de modo enervante, atravessam corpos de pessoas inocentes. Definido como a expressão do “mal puro”, o mascarado vilão está à solta, com enfurecidos martelo e faca. Antes, ainda no confinamento, Myers se torna uma incógnita para os jornalistas Dana e Aaron, destacados para irem à penitenciária ao encontro do psicopata. Há sede por novas descobertas em torno do massacre do passado, que envolveu Laurie — quase por instinto, ciente da iminência do novo confronto com Myers.
 
 

Halloween, para a criação de um climão pesado (que alcança, de fato), se vale de infalível quesito em qualquer terror: a invasão de lugares seguros e de esconderijos. Além do banheiro invadido, numa das sequências mais tensas, é desbaratado um porão na casa de Laurie que servia para aplainar seus medos e neuroses. Mas, é tanto o sobe-e-desce que, em dado momento, Halloween quase vira decalque de O quarto do pânico. O que dá muita força ao filme é a reação de Laurie (Lee Curtis, num grande momento), sempre à altura do vilão que, com simples pisadas, esfacela crânios como se fossem abóboras — de Halloween.
 
 

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