Brasília-DF,
25/JUN/2019

Novo longa de Jorge Furtado, 'Rasga coração', incita reflexão

O filme é baseado na obra homônima de Oduvaldo Vianna Filho

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Ricardo Daehn Publicação:07/12/2018 06:00

Chay Suede vive um jovem que defende a coletividade (Reprodução/Internet)
Chay Suede vive um jovem que defende a coletividade

 

O diretor Jorge Furtado sabe como poucos usar o audiovisual em favor do debate: com O mercado de notícias trouxe ao primeiro plano discussões ligadas a direcionamento na imprensa.

 

Em Rasga coração, a nova obra, entram desentendimentos velados (ou não) entre personagens,  entra culpa e afirmação. O enredo é balizado por texto criado por Oduvaldo Vianna Filho, nos anos 1970. 

 

Noções de embate entre individualidade e o bem de uma coletividade regem a relação entre o pacato Manguari Pistolão (Marco Ricca) e o filho dele, Luca (Chay Suede). Dita no filme, a frase "os milicos estão mandando em tudo" não poderia ser mais contemporânea.

 

Confira as sessões

 

O mais interessante no filme é que ninguém é perfeito e, por meio de pontuação moderada, Jorge Furtado também aponta a validade de discursos polifônicos que ocasionem debate. 

 

Numa máxima, Lorde Bundinha (George Sauma) aponta o trato pertinente de um governante junto ao povo: "Você puxa (o povo); você não empurra".

 

Com talentos afiados no elenco, no qual despontam João Pedro Zappa (o jovem Pistolão), Drica Moraes (a instável mãe Nena) e Marco Ricca (que dá um show numa das cenas finais), Rasga coração incita a reflexão. Descreve a intolerância, aponta para a crise dos médicos (atualidade absoluta) e desata amarras da vida feita na linha do "produzir, produzir e acumular". 

 

 

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