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18/NOV/2019

Leia crítica sobre o filme 'Aquaman', nova aposta da DC nas telonas

O tão aguardado longa-metragem promete ser um sucesso nestas férias

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Ricardo Daehn Publicação:14/12/2018 06:00Atualização:13/12/2018 18:29

Eclético, 'Aquaman' tem momentos de 'Mamma Mia!', 'Avatar' e 'A órfã' (Reprodução/Internet)
Eclético, 'Aquaman' tem momentos de 'Mamma Mia!', 'Avatar' e 'A órfã'

 

Há um momento do filme Aquaman em que o novo astro de cinema Jason Momoa, já na pele do protagonista dos mares que tem a origem contada no longa de James Wan, é chamado de "menino-peixe". Com um maroto sorriso, em frente a um punhado de possíveis oponentes, ele corrige: "menino, não: homem-peixe". Com muito mais atitude do que nos quadrinhos, mas ao estilo genérico de um Dwayne Johnson, Momoa crava uma melhora na graduação do mesmo herói de Liga da Justiça (2017).

 

É bem verdade que o desenho de produção de Aquaman suscita retrospecto de Avatar, mas há originalidade, mesmo que — dado o excesso de azulado, lilás e rosa — lembre um encontro de chá de bebê. Sonolentas, as imagens pálidas abrem alas para muitos adereços em cena, rococó e explosões a rodo. Um mal menor.

 

Afastado do Reino de Atlântida — terra da progenitora, que mal conheceu, Atlanna (Nicole Kidman) —, e com o peso de responder, indiretamente, pela morte dela, Aquaman (a princípio conhecido apenas como Arthur Curry) terá de se aproximar do "maninho", o rei Orm (papel de Patrick Wilson), num prelúdio da convivência rude — algo a meio-caminho do encontro de gladiadores e da premissa de Thor. É bom ressaltar o interesse de Orm pela ampliação total de seus poderes e domínios.

 

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Previsível e por vezes melodramático (há personagem que diz, por exemplo, que "o mar leva as lágrimas, embora") o roteiro leva a assinatura do criador de A órfã (2009), e o espectador deve ter em consideração que o diretor malaio James Wan assinou obras como Invocação do mal (2013) e Jogos mortais (2004), daí um bom clima, quase de terror, quando as investidas em aventuras numa área denominada Fosso.

 

Alguns personagens, entretanto, podem ser toscos, quando pretendem se afirmar exageradamente cômicos. A pior parte tem por cenário a Sicília italiana, na qual as ações imprimem o estilo Mamma Mia! (sem a cantoria). É lá que Aquaman terá a rivalidade do vilão Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II).

 

Se o ambiente faz o homem, não falta fôlego para Aquaman, quando ele está no mar. O desastre é quando tem sobrevida terrena, implantando um corre-corre que lembra jogo de pinball. Curiosamente, tratado como um "irmão mestiço" (por Orm), Arthur reclama ser "da superfície". Um flashback sublinha a lacuna na qualidade de "enturmado" que afastaria Aquaman do encargo de rei: vítima de bullying, ele é dado como "esquisitinho", quando numa estranha excursão para o famoso aquário de Boston.

 

Um dos maiores achados do filme está no efeito ressaca para a investida do homem contra a natureza, com a esperta situação da poluição devolvida para a terra e a sabotagem de navios de guerra. Personagem de atitude, mas feminina, Mera (Amber Heard) se prova boa parceira de Aquaman. Capaz de pular de avião, até sem paraquedas, Mera desperta a admiração do herói: "Ruivas! Elas são adoráveis!". 

 

 

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