Brasília-DF,
20/MAI/2019

Crítica: Longa sobre a escritora francesa 'Colette' se mostra atual

Estrelado por Keira Knightley, o drama retrata a vida de uma protagonista muito à frente do próprio tempo

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Ricardo Daehn Publicação:14/12/2018 06:00Atualização:13/12/2018 18:30

Keira Knightley parece ter sido feito sob medida para filmes de época (Reprodução/Internet)
Keira Knightley parece ter sido feito sob medida para filmes de época

 

Desde os créditos de Colette há segurança de um bom filme de época estrelado pela musa do nicho Keira Knightley, uma vez que a atriz está sob o comando de Wash Westmoreland, codiretor de Para sempre Alice. Outro ponto está na atualidade do drama centrado na figura de Sidonie Gabrielle Colette que, mesmo passado no começo do século 20, se mostra moderno.

 

Criada na minúscula Saint-Sauveur-en-Puisaye (França), ela seguiu para Paris, ao lado de Willy, na tela, Dominic West, homem muito mais experiente e que inseriu a moça num ambiente em que ela se sentia deslocada — entediada, vivia cercada por pessoas "superficiais e pretensiosas".

 

A contrariedade inicial, numa crescente, impulsiona a futura escritora para a criação de títulos polêmicos como A vagabunda (1910) e uma série de imenso estardalhaço encabeçado pela despudorada jovem Claudine, um marco na literatura. 

 

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Vendo os homens como "escravos dos desejos" e estimulando os escritores que lhe prestavam serviços a se aplicarem em textos que se afundassem em "pântano de sexo", Willy se gaba de moldar Colette sob as ordens de que ela redigisse com "mais malícia e menos literatura".

 

Sido, a mãe de Colette, ajuda na construção rústica da moça, pelo aconselhamento de que não confiasse em ninguém. Por si, a escritora chega à conclusão de que "escrever é uma desgraça".

 

À frente do tempo, a protagonista injeta entusiasmo e elegância ao filme, à medida que deixa fluir os impulsos sexuais ambíguos, partilhados com a bela e abonada Georgie (Eleanor Thomlinson), a masculina Mathilde de Belobeuf (Denise Gough) e a atriz Polaire (Aiysha Hart). Além do encanto com a dobradinha de Keira e Dominic West, em cena, Colette, sem excessos, emplaca pela audácia e pelo rompimento de padrões que retrata.

 

 

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