Brasília-DF,
22/NOV/2019

'Conquistar, amar e viver intensamente' é o novo longa de Christophe Honoré

Diretor francês traz história romântica entre escritor e leitor

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Ricardo Daehn Publicação:21/12/2018 06:01

Longa do diretor francês traz história romântica entre escritor e leitor (Imovision/Divulgação)
Longa do diretor francês traz história romântica entre escritor e leitor

 

Sexo e sentimento andam de mãos dadas neste novo filme assinado por Christophe Honoré, na contramão dos sucessivos desencontros que o cineasta propôs em fitas anteriores, entre as quais, o popular longa musical Canções de amor (2007) e os mais árduos (em termos de tratamento) Minha mãe (2004) e Em Paris (2006). O apreço de Honoré pelo cinema feito de erotismo e com enredo envolvente dispara nas indiretas citações feitas em alguns momentos de Conquistar, amar e viver intensamente: num pôster, está presente Querelle (clássico de Fassbinder); há uma homenagem escancarada a François Truffaut e, a fim de localizar o ano da trama (transcorrida em 1993), o diretor se apropria de trechos de O piano, revelando inesquecível flerte numa sala de cinema alternativo.

 

No novo longa de Honoré, os personagens de Vincent Lacoste e Pierre Deladonchamps (Um estranho no lago) são complementares: Deladonchamps é o curtido escritor Jacques, enquanto Lacoste interpreta Arthur, um leitor voraz, bastante descrente da vida a ponto de concordar que, em dez anos, poderá “não ser nada”. Namorando Nadine (Adèle Wismes), Arthur tem ciência da incongruência — gosta, num crescente, é do parisiense Jacques, a quilômetros de distância, uma vez que o jovem estuda em Rennes (Bretanha).

 

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No entremear de gerações que se encontram (o personagem do vizinho, papel de Denis Podalydès, por exemplo, é um achado), o filme de Honoré parece uma provocação ao atual conservadorismo. Pai (Jacques, no caso), ex-mulher e ex-namorado deste mesmo pai, se encontram numa conjuntura sociável, tendo por companhia o filho. Para o escândalo dos preconceituosos, Arthur ensina crianças muito pequenas, numa colônia de férias. Orgulho, ressentimento e o direito de “sujar a beleza” (como descreve um dos personagens, acerca de pretensa perfeição de alguns seres humanos) são alguns elementos do longa que traz ao menos duas cenas fabulosas: a da caixinha de gatos (vista a distância) e a sequência da banheira (com o ator Thomas Gonzales esplendoroso, na pele de um soropositivo).

 

 

 

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