Brasília-DF,
18/JAN/2019

Longa 'Diamantino' une talentos de Brasil, Portugal e França

O longa obteve o Grande Prêmio da Semana da Crítica no Festival de Cannes

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Ricardo Daehn Publicação:21/12/2018 06:02

Diamantino tem espírito anárquico e une talentos de vários países (Vitrine Filmes/Divulgação)
Diamantino tem espírito anárquico e une talentos de vários países

 

Dois filmes anteriores da coprodutora associada ao longa Diamantino mostram o espírito anárquico associado a esta produção, que une talentos de Portugal, do Brasil e da França. Com Fala comigo, o diretor Felipe Sholl revelou iniciação sexual torta de menino algo abusivo e, em Pendular, a diretora Julia Murat, literalmente, distanciou um homem e uma mulher, por meio de uma fita laranja. Com Diamantino, o experimentalismo e a ousadia de tema também são cartadas pertinentes e que sustentam um humor que corre riscos a todo tempo.

 

Sob o comando da dupla de cineastas Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, o cinema pode ser sinônimo de deboche (sutil) e esculacho geral. Na trama, Carloto Cotta (visto em Tabu, o longa cult de Miguel Gomes) interpreta um enriquecido mito do futebol, em plena atividade, até o momento em que falha, justo representando Portugal, numa final de Copa contra a Suécia.

 

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Isolado, dentro da bolha que envolve a vida dele, Diamantino crê que tudo se resolva à base do pão com Nutella. Sempre foi assim, mimado, por entre frívolas relações junto às toscas irmãs gêmeas dele (interpretadas, à perfeição, por Anabela e Margarida Moreira). Em crise profissional, e num clima bagunçado que lembra as inaugurais fitas de Almodóvar, Diamantino cava um motivo para viver, mesmo que seja emprestando o vigor à causa dos refugiados (dos quais nunca tinha ouvido falar).

 

Caracterizados como amuletos pessoais do jogador de futebol, há na trama (repleta de absurdos) a figura dos agigantados “cãezinhos felpudos” que causam enorme efeito na tela de cinema. Inocente e parvo, Diamantino ostenta um humor muito peculiar e insano. Para se dimensionar o sucesso do filme, basta dizer que esteve no trio de finalistas (em comédia) ao European Film Awards, mas perdeu para o ácido A morte de Stalin. Na trilha de sucesso, Diamantino ainda obteve o Grande Prêmio da Semana da Crítica no Festival de Cannes.

 

 

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