Brasília-DF,
18/AGO/2019

Crítica: Leveza e boas atuações agradam em 'Green book'

'Green book' disputa Oscar em cinco categorias, sem a acidez esperada em comédias premiadas

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Ricardo Daehn Publicação:25/01/2019 06:01Atualização:24/01/2019 15:15
Com grande apelo, 'Green book' agrada crítica e público (Universal Pictures/Divulgação)
Com grande apelo, 'Green book' agrada crítica e público
 
Um aperto de mão entre o personagem de Tom Hanks e o presidente John F. Kennedy selou uma icônica cena de Forrest Gump, em 1994. Tudo, claro, era montagem no drama cômico assinado por Robert Zemeckis. Em Green book, o personagem intrigante de Mahershala Ali, Don Shirley, um músico renomado (mas apartado da sociedade) é amigo do irmão de JFK (o influente Robert). O enredo fica mais contagiante por sabermos que retrata história verdadeira.

Don Shirley — o pianista negro que mudará a vida do motorista Tony Lip (o talentosíssimo Viggo Mortensen) — é refinado e fora dos estereótipos mantidos pelo preconceituoso Lip, apelando para tranquilizantes doses de uísque.
 

Valorizado pelo quesito transformação de personagens para o bem, o longa assinado por Peter Farrelly vem a saciar o tipo de comédia que faz a cabeça da Academia que vota o Oscar, a exemplo dos longas O artista (2011), Melhor é impossível (1997) e Sideways — Entre umas e outras (2005). Ocasionalmente depressivo, o talentoso músico Shirley ganhou, por ano e meio, na década de 1960, a companhia do grosseiro Lip, que lhe serviu de motorista, numa turnê concentrada em dois meses, no roteiro do filme.
 
 
 
Um dos grandes atrativos para Green book está na integrada interpretação dos atores. A troca de perspectivas em relação ao aparentado e premiado Conduzindo Miss Daisy é um achado, no filme que mostra Viggo como o espirituoso e tosco homem capaz de comer 25 cachorros-quentes numa sentada para disputa de dinheiro.

Sem a acidez das raras comédias vencedoras do Oscar, filiadas a Birdman (2014) e Beleza americana (2000), Green book (com trilha sonora inspirada) é daqueles títulos de polpudas risadas da estirpe de A pequena Miss Sunshine (2006). Não categorizar pessoas com etiquetas é a mensagem central.

Indicações ao Oscar:


  • Melhor filme
  • Melhor ator (Viggo Mortensen)
  • Melhor ator coadjuvante ( Mahershala Ali)
  • Melhor roteiro original
  • Melhor edição

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