Brasília-DF,
20/MAI/2019

Nenhuma nudez será castigada: confira crítica de 'Normandia nua'

Produção francesa tem Philippe Le Guay na direção

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Ricardo Daehn Publicação:01/03/2019 06:00
Várias histórias se entrelaçam, com sucesso, em 'Normandia nua' (A2Filmes/Divulgacao)
Várias histórias se entrelaçam, com sucesso, em 'Normandia nua'


Não é atrás da barata carne dos pecuaristas romenos e alemães, que tanto tiram as possibilidades dos comerciantes de um pequeno vilarejo da Normandia, que um dos protagonistas da mais nova comédia assinada por Philippe Le Guay, Normandia nua, está atrás. Fotógrafo obcecado pela ideia de uma arte em que o conceito está em despir multidões, Newman (Toby Jones), um intruso estrangeiro dentro de uma comunidade em colapso, pode ser a solução para todos.

Diretor de As mulheres do sexto andar, Le Guay emprega em Normandia nua o mesmo efeito de personagens múltiplos a serviço de um enredo engrenado. No centro de decisões, está o prefeito Balbuzard (François Cluzet): ele é a voz de maior ressonância na minúscula Mêle sur Sarthe. Ao redor dele, os problemas se avolumam: há casos de devedores sistemáticos, agricultores desacreditados no sistema produtivo e cidadãos desesperados, que debatem a crise em reuniões comunitárias.
 

Na contramão dos problemas, Thierry (François-Xavier Demaison) busca justamente o campo, a fim de se livrar dos desgastes na movimentada Paris. Quem sofre com a decisão é a filha dele, a pequena narradora da comédia, interpretada por Pili Goyne.

Noutra ponta do enredo, o jovial fotógrafo Vincent (Arthur Dupont) resgata parte da identidade dos antepassados, pelo amor cultivado por Charlotte (Daphné Dumons). É por meio de imagens do passado, desenterradas de uma loja sem muitos clientes, que ambos acirram a relação.

Quebrando a marra do marido Roger (Grégory Gadeboys), a determinada Gisèle (Lucie Muratet), sem querer, vira um símbolo da comunidade, em prol de liberdade e de poder tirar a roupa para a foto pretendida. As histórias se somam, com naturalidade, e culminam no final com quê de apoteose.


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