Brasília-DF,
23/MAR/2019

Comédia 'O rei de Roma' guarda familiaridade com o público brasileiro

Longa italiano tem Marco Giallini, queridinho da crítica do país, no papel principal

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Ricardo Daehn Publicação:08/03/2019 06:01

Num campo minado: com projetos de construir cidades, o protagonista de 'O rei de Roma' acaba mesmo nas garras da justiça
 (Rai Cinema/Divulgação)
Num campo minado: com projetos de construir cidades, o protagonista de 'O rei de Roma' acaba mesmo nas garras da justiça

Quase 12 anos depois de dirigir o excelente Meu irmão é filho único, o cineasta Daniele Luchetti muda de tom, adotando sarcasmo e situações absurdas, no interessante O rei de Roma. Imerso numa extravagante realidade de lucros estratosféricos, Numa Tempesta (Marco Giallini) vive à parte, numa espécie de bolha que lhe isola de todo e qualquer contato com a realidade mundana.

 

Grosso modo, é como se fosse o Arthur (eternizado por Dudley Moore, no cinema), só que, em nada, inocente. Ambicioso e soberbo — ao ser colocado em xeque pela justiça, por tributos sonegados —, por mera birra, ele é capaz de deixar os advogados, no meio do Cazaquistão, onde busca implantar uma cidade.

 

Confiram as sessões! 

 

O ator Marco Giallini (queridinho da crítica italiana e do importante prêmio David di Donatello) acerta em cheio, em repassar uma empáfia distante de qualquer empatia. E é justo esta qualidade requisitada quando, no lugar da prisão, ele é acionado para cumprir uma pena alternativa junto a serviços sociais.

 

Inserido em meio à turma que traz o exemplar pai de família Bruno (Elio Germano), o idoso Boccuccia (Franco Boccuccia) e o safo Grego (Marcello Fonte, de Dogman), Tempesta terá que se enquadrar como um operário de um abrigo com gente que, a princípio, ele despreza. Eleonora Danco (Angela), responsável pelos desvalidos, será o ponto de equilíbrio para as insanidades praticadas pelo magnata.

 

Um dos maiores achados da fita está na pesquisa das estudantes de psicologia, dispostas à prostituição para se aproximarem do objeto de estudo. Mandos e desmandos insanos, à base do capital, e uma justiça bastante volúvel (e corruptível) trazem maior familiaridade com o público brasileiro. Divertido e com um humor nonsense, o filme não tem grandes voos, mas diverte.

 

Assista ao trailer de O rei de Roma

 

 

 

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