Brasília-DF,
19/NOV/2019

Thriller 'Nós' trata de identidade social; confira crítica do filme

Longa tem protagonismo de Lupita Nyong'o e excelente atuação de Shahadi Wright Joseph

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Ricardo Daehn Publicação:22/03/2019 06:01Atualização:21/03/2019 16:26

A ganhadora do Oscar Lupita Nyong'o, ao lado da revelação de Nós, a menina Shahadi Wright Joseph
 (Universal/Divulgação)
A ganhadora do Oscar Lupita Nyong'o, ao lado da revelação de Nós, a menina Shahadi Wright Joseph

Irmãos gêmeos de índoles opostas ou gente perturbada determinada a apagar existências não são novidade no cinema, vide Gêmeos: mórbida semelhança, Mulher solteira procura, O homem duplicado e afins. Daí, uma enorme expectativa em ver o diretor Jordan Peele remexer neste filão de nêmesis. Maior ainda, somada a conjuntura do sucesso de Corra! e da presença da estrela Lupita Nyong’o. Com roupa que lembra a dos personagens de La casa de papel, tipos que bem poderiam estar entre “os terroristas e os tarados” citados em Nós chegam para, coletivamente, azucrinar a vida de pessoas como a protagonista Adelaide (Nyong´o), o marido dela, Gabe (Winston Duke), e os filhos Zora (Shahadi Wright Joseph, excelente) e Jason (Evan Alex).

 

Na californiana Santa Cruz, residem traumas de Adelaide, e muito do conteúdo do versículo 11:11 Jeremias (ilustrado no filme de terror), que projeta um beco sem saída, frente a desgraças. Adelaide crê na “nuvem negra” acima dela que, num crescente, piora, acolhendo torturas, tesouras, estratégias de acorrentamento, uso de máscaras e golpes de tacos. Tudo o oposto do idealizado pela família que pretendia relaxar na praia.

 

Confira as sessões! 

 

Um coelho branco, de olhos azuis, pode ser a chave do enigma da fita, que trata de identidade social e da busca pela essência de cada pessoa. Fica clara a intenção de crítica, pelo uso da trilha sonora, apoiada em Straight Outta Compton, Black Flag (que explorou temas de distúrbios pessoais) e pelo requinte na adoção de Good vibrations (do The Beach Boys).

 

Além do sadismo que adere à obra de Jordan Peele, um humor cáustico pontua parte do longa, que rebaixa o encantamento da internet, ante o rico foco da “externet” (como defende Gabe). Numa comparação direta com Corra! (adepto de nuances e sólidas camadas de temas), Nós perde — mas não faz feio. Pouca gente esquecerá da “menina que nasceu com um sorriso”, inserida na trama; do “andar de aranha” (à la O Exorcista) de um rapazote e do tenso primeiro encontro nada amistoso de duas famílias.

 

Assista ao trailer de Nós 

 

 
 

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