Brasília-DF,
25/AGO/2019

Crítica: 'Minha obra-prima' conquista com bom elenco e piadas eficientes

Em mais uma comédia, Gastón Duprat brilha no primeiro voo solo

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Ricardo Daehn Publicação:29/03/2019 06:01Atualização:28/03/2019 15:07
Cena de 'Minha obra-prima' (Mário Chierico/Divulgação)
Cena de 'Minha obra-prima'


É de San Salvador (pacata capital da argentina província de Jujuy) que brotam momentos decisivos de mais uma inspirada comédia do diretor Gastón Duprat, reconhecido por participações em festivais de Veneza, Sundance e Mar del Plata. Jujuy (que faz fronteira com a Bolívia e o Chile) divide ainda mais o briguento e antissocial artista Renzo Nervi (o excepcional Luis Brandoni, visto em filmes como A sorte em suas mãos).
 
 
Descrente, partidário de ideologias mortas e ciente da servilidade dos homens de hoje em dia, ele dispara: “Ignorante ou culto; ignorante duplo”. O beco sem saída é claro, neste filme em que o cineasta Duprat se desvincula da codireção de Mariano Cohn (agora, somente produtor), depois de fitas de humor incisivo, como O homem ao lado e O cidadão ilustre.

Suborno, amizade, a resistência a pinturas sob encomenda e uma penca de atitudes ultrajantes (especialmente da parte de Nervi) estão na linha de frente do desenvolvimento da história. Engraçadíssima também é a atuação de Guillermo Francella (o vilão maior de O clã). No filme, ele encarna Arturo, inescrupuloso tipo que se gaba da amizade de décadas junto a Renzo Nervi.
 

 
Entre as maldades do artista egocêntrico estão o desprezo pelo projeto de aluno chamado de Alex (Raúl Arévolo), que o cerca, forçando a amizade. Minha obra-prima (vencedor do prêmio de público do Festival de Valladolid, na Espanha), curto na duração, atesta o poder de comunicação de bons atores e de um diretor de boas tiradas. 
Tags: cinema

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