Brasília-DF,
19/NOV/2019

'O ano de 1985' surpreende com produção em preto e branco

O filme fala sobre o drama de Adrian, envolvido pela falta de esperança de ser soropositivo

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Ricardo Daehn Publicação:26/04/2019 06:02Atualização:25/04/2019 18:06
O ano de 1985 mostra as dificuldades de um soropositivo na década de 1980 (Supo Mungam Films/Divulgacao)
O ano de 1985 mostra as dificuldades de um soropositivo na década de 1980

É interessante que o mais recente longa-metragem do diretor Yen Tan (nascido na Malásia, mas estabelecido nos Estados Unidos), O ano de 1985, acuse ser o quinto de uma filmografia toda integrada pela exploração de tramas ligadas a relações gays. Não pelo tema, mas pelo andamento da produção, o longa parece —  dado o frescor e alguma sensação de extrema concisão no roteiro —  resultado de um projeto de conclusão de curso de audiovisual.

Criado em Super 16mm, o longa, que tem Cory Michael Smith na pele do centrado, mas sofrido Adrian, foi realizado em preto e branco. Saído de uma cidade interiorana do Texas, Adrian se arriscou na movimentada Nova York, a fim de se descobrir e deixar fluir a orientação sexual escondida dos pais religiosos — o bom elenco de apoio tem Virginia Madsen e Michael Chiklis, lembrado pela série The Shield.

Veja as sessões.

Sem escandalizar ou apelar para sensacionalismo, pouco a pouco, se entende o drama interno de Adrian, envolvido pela falta de esperança de ser soropositivo, junto com o despontar da Aids, em meados dos anos de 1980. Com direito a duas doces personagens femininas, a mãe e Carly (a prometida de infância vivida por Jamie Chung), o longa acerta no tratamento apresentado na relação com o pai, que não é retratado com tintas fortes.

Apesar de poética, a interação de Adrian com o pequeno irmão Andrew (Aidan Langford) tem algo de forçada. Além disso, soa também ao incremento tosco de associação entre genética e sexualidade. Perigosas as escolhas dramatúrgicas de Yen Tan, que, ao menos, não se complica ao desatar os laços de família.




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