Brasília-DF,
16/JUL/2019

Drama mostra ação diabólica dentro de ambiente sagrado

Graças a Deus é um drama que revela escandalosos efeitos da ação de padres pedófilos dentro da sagrada esfera da Igreja católica

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Ricardo Daehn Publicação:21/06/2019 07:13Atualização:20/06/2019 17:37

 Melvin Poupaud, Denis Ménochet e Éric Caravaca em cena de Graças a Deus (Califórnia Filmes/ Divulgação)
Melvin Poupaud, Denis Ménochet e Éric Caravaca em cena de Graças a Deus

 

Polêmico no título, que reproduz uma declaração desastrosa de um figurão da igreja referente ao acobertamento e à prescrição de crimes em episódios relacionados ao abuso sexual de crianças por parte de padres, o novo filme assinado por François Ozon (Jovem e bela e O amante duplo) se revela ponderado.

 

Melhor; visto que o tema, em si, incendeia. E, numa escalada de assuntos espinhosos, o longa abraça série de casos verídicos. O papel mais ingrato do filme, o do traiçoeiro padre Preynat, cabe a Bernard Verley. Idoso, ele se desprende da imagem de pura maldade, e cria um personagem repulsivo, capaz de admitir as atrocidades cometidas contra pré-adolescentes, em acampamentos de escoteiros incentivados pela Igreja.

Clique aqui e confira as sessões do filme

 

Grande Prêmio do Júri, com direito ao Urso de Prata no Festival de Berlim, Graças a Deus vem embalado por roteiro sedimentado em episódios, num crescente, marcantes. Primeiro, de modo morno, vem à tona as dores de Alexandre (Melvin Poupaud), um pacífico pai de família, resignado pela fé. Na sequência, há a investida na bravura de François (Denis Ménochet), agente de mobilização, e, por fim, transborda a represa de dores de Emmanuel (o soberbo Swann Arlaud), incapaz de lidar com as sequelas de tanta brutalidade. Um filme difícil, com trama estarrecedora e direção madura.

 

 

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