Brasília-DF,
15/SET/2019

'Cyrano mon amour' é apenas uma divertida comédia

O filme é a estreia de Alexis Michalik na direção de um longa-metragem

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Ricardo Daehn Publicação:28/06/2019 06:03Atualização:27/06/2019 19:59
A arte e o espírito dos bastidores do teatro dão o tom à comédia que revê a criação do clássico texto Cyrano de Bergerac, no filme de Alexis Michalik (Benoit Barbier/Agencia Febre)
A arte e o espírito dos bastidores do teatro dão o tom à comédia que revê a criação do clássico texto Cyrano de Bergerac, no filme de Alexis Michalik
 
Aos fins do século 19, começa a crise criativa que corrói esperanças do escritor Edmond Rostand (Thomas Solivérès), às vias de se tornar um indigente artístico. Adorado pela magnética e celebrada atriz Sarah Bernhardt, o autor teatral ousa com poesia nada convencional, e incompreendida pelo público. Desprezado, ele se torna uma das figuras centrais no primeiro filme conduzido por Alexis Michalik (com reconhecida carreira de ator, na França).

Aporrinhado pelo colega de sucesso Georges Feydeau (Michalik, também em cena), Edmond entra num jogo em que renega a criação de uma comédia, esperada pelo ator Constant Coquelin (o divertido Olivier Gourmet, visto em A garota desconhecida), dos poucos a lhe ofertarem respaldo.
 

A exemplo do que foi visto em Shakespeare apaixonado (1998), Cyrano mon amour apela para uma galeria dos mais variados tipos, a fim de assentar graça. Entre cenas caseiras, momentos numa cafeteria, festejos no Moulin Rouge, mas, especialmente, no palco e na coxia, Rostand vai dando forma à peça Cyrano de Bergerac.

Enquanto costura sentimentos, numa interminável troca de cartas mentirosas entre o amigo Léo (Tom Leeb) e a pretendente de Léo, Jeanne (Lucie Boujenah), Edmond cria e recria a futura obra teatral que poderá lhe trazer fama. Enfrenta momentos de intransigência, de loucuras da diva Maria (Mathilde Seigner) escalada para estar no palco e ainda a sombra de um nada talentoso ator, imposto por Coquelin. Na base da velha máxima de a vida imitar a arte, o diretor Alexis Michalik cava uma decente estreia no cinema, mas sem uma marca, de fato, autoral. Entrega uma comédia divertida, e nada mais.
 
 

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