Brasília-DF,
15/SET/2019

Suspense e drama são marcas do filme 'Atentado ao Hotel Taj Mahal'

Muita ação e suspense são marcas do filme estrelado por Dev Patel

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Ricardo Daehn Publicação:12/07/2019 06:00Atualização:11/07/2019 17:59
Discretos traços de heroísmo para o garçom Arjun, à frente da narrativa assinada por Anthony Maras (Imagem Filmes/Divulgação)
Discretos traços de heroísmo para o garçom Arjun, à frente da narrativa assinada por Anthony Maras
 
De hóspedes a fugitivos: é nessa condição que os protagonistas de Atentado ao Hotel Taj Mahal se encontram, no longa que marca a estreia do diretor australiano Anthony Maras na telona. Depois de registros estimulantes para turistas no cinema, em filmes como Um hotel bom pra cachorro, O grande Hotel Budapeste e O exótico Hotel Marigold, agora, bate na tela um terror calibrado de extremo realismo e, pior, mesmo que adaptado para universo fictício, traz em si o embrião da vida real: parte do que está no enredo do filme, ocorreu, a partir do dia 26 de novembro de 2008.

Num paralelo de clima, o suspense do filme ultrapassa em muito o alcançado pelo clássico Inferno na torre (1974), até por se aproximar de fitas mais críveis como Dheepan — O refúgio (2015) e o excepcional filme de Brillante Mendoza, Em nome de Deus (2012), que explorava um tenso sequestro de grupo nas Filipinas. No caso do longa de Anthony Maras, um ganho é o de não se ater a heroísmo (ainda que desponte, naturalmente) de figuras bem interpretadas por atores como Dev Patel (Quem quer ser um milionário?) e Armie Hammer (de Me chame pelo seu nome).

Espalhados em locais de diferentes atuações, por Mumbai, os terroristas representados no filme têm tracejada parte da personalidade, inclusive nas breves hesitações e dúvidas. Neste lado do filme, do que seriam os vilões, estão os jovens Imran (Armandeep Singh) e Abdullah (Suhail Nayyar) e as crenças depositadas num “Alá misericordioso” (impulso para a maioria das atrocidades cometidas). O mentor maior das delegadas missões de horror está onipresente, sem aparecer em quadro: do Paquistão, dá as coordenadas para os serviçais, sendo tratado como “Touro Irmão”.
 
 
 
Na caracterização do russo Vasili (a vítima mais ardilosa no tabuleiro das vítimas), o ator Jason Isaacs (O patriota) não consegue superar a pobreza de seu personagem, encrustado por preconceitos ligados ao consumo exagerado de bebida e ao sexo pago. Destacado no longa Doentes de amor, Anupam Kher encarna o chefe de cozinha e de staff do hotel, o exigente Hemant Oberoi, de fato, extraído da vida real. Do luxo ao caos, ele é um exemplo de resistência, quase como um guardião para portal de segurança dos hóspedes aquartelados num dos mais inacessíveis cômodos do hotel.

Num atestado de versatilidade, o roteirista John Collee — de Happy feet: O pinguim (2006) — dá prova de eficiência, junto da primorosa montagem, na lida com a carga de tensão do filme. Pouco a pouco, são introduzidos os personagens mais fundamentais do grupo atacado: David (Armie Hammer) é um recém-pai unido à bela Zahra (Nazanin Boniadi) que trazem a mais sensível de todas as vítimas das pessoas atacadas: o pequeno Cameron, de meses de idade, e que não deixa o colo da babá Sally (Tilda Cobham-Hervey). Dev Patel também se destaca, com complexidade, ao personificar o esforçado garçom Arjun. É nele que reside uma prova do peso e do valor inegável da simplicidade, neste bárbaro conto em que, por momentos, os chamados “leões” (terroristas) dominam completamente “o paraíso” (como é designado o hotel cinco estrelas do título).
 
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