Brasília-DF,
23/AGO/2019

Assassino Ted Bundy tem história contada em novo filme

Zac Efron revive o serial killer que aterrorizou os EUA na década de 1970

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Ricardo Daehn Publicação:26/07/2019 06:01Atualização:25/07/2019 18:01
A fita é dirigida pelo diretor Joe Berlinger (Paris Filmes/Divulgacao)
A fita é dirigida pelo diretor Joe Berlinger


Uma citação ao pensador Goethe, que propõe desafios entre campos da imaginação e da realidade está colocada, logo na abertura do filme Ted Bundy — A irresistível face do mal. Isso porque, em muitos momentos, o espectador pode desconfiar da autenticidade do que verá na tela. Quase 20 anos depois de assinar uma desprezível continuação para A bruxa de Blair, o diretor Joe Berlinger é quem comanda o filme que capta as infames atitudes de um criminoso escondido por trás da cara de bom moço. Zac Efron, em carreira que entra nos eixos, é o protagonista. E convence.

Ted Bundy cometeu atrocidades, em meados dos anos de 1970, e figurou entre os dez mais procurados pelo FBI. "Forasteiro bonitão", como chega a ser chamado, ele quica, de estado em estado, com uma vida obscura, mostrada com imprecisão. Aliás, a narrativa, por momentos, deixa no ar o grau de culpabilidade de Ted, numa tentativa de facilitar uma empatia entre o assassino e o público.

Com inocência sistematicamente alegada, Ted mexeu com a cabeça da mulher que, pela vida, jurou amar: Liz (papel de Lili Collins, de Tolkien). Secretária e mãe solteira, Liz aceitava os rótulos da época, fator que a tornava presa fácil para os jogos sentimentais orquestrados por Ted. Bancando o atraente, ele até mesmo conquistou legião de admiradoras que ocupavam as galerias dos tribunais de seus julgamentos.

Confira as sessões do filme em Brasília

Ex-estudante de direito, o homem que teve parte da vida transformada em série documental (também a cargo de Joe Berlinger) via o circo armado para sua futura prisão como uma "alternativa conveniente" para as autoridades, e no recolhimento, lia o clássico Papillon (escrito por Henri Charrière), citando-o como modelo de esperança. Tido como um "jovem brilhante", até mesmo pelo juiz (papel em que brilha John Malkovich), Ted gozou da particularidade de lutar pela autodefesa no processo judicial. Pesava nele a ironia e a arrogância que partiam da autoconfiança.

Sem apelar para a brutalidade gráfica, o diretor de Ted Bundy reserva para o final alguns dos trunfos. O aparecimento da estranha figura de Carole Ann (Kaya Scodelario, de Maze Runner), uma aliada de peso, junto com um papel bacana para Haley Joel Osment (ator-mirim de O sexto sentido) ajudam na composição da produção que ganha ares de drama de tribunal. Além disso, para além de uma menção aos efeitos de inimaginável serrote, o cineasta expõe as chocantes imagens reais que deram base ao filme de ficção. Novamente, encadeia o inicial pensamento de Goethe: a realidade talvez supere, de longe, a criatividade.



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