Brasília-DF,
21/SET/2019

'O amor dá trabalho' traz humor e boas atuações para a comédia brasileira

Bruno Garcia, Leandro Hassum e Flávia Alessandra complementam as boas interpretações, no longa

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Ricardo Daehn Publicação:30/08/2019 06:01Atualização:29/08/2019 14:23
A comédia é uma das apostas da temporada para boas bilheterias (Paris Filmes/Divulgação)
A comédia é uma das apostas da temporada para boas bilheterias

Um confronto entre uma anônima baiana e um desajeitado Leandro Hassum, que, como protagonista da comédia O amor dá trabalho, encarna ocasional lutador de qualquer inclassificável arte marcial, num parque, desponta como uma das melhores cenas do filme de estreia de Ale McHaddo. Também pudera: Hassum e McHaddo têm entrosamento antigo, em que dominando a expressão física, Hassum se via ainda desafiado em termos vocais, dublando personagens das animações criadas por Ale McHaddo.

Dada como “encalhada”, a personagem de Flávia Alessandra, Elizângela, puxa o fio da meada do longa: um click acontece, quando ela esbarra, e se atraca, ao acaso, com um amor do passado representado por Paulo Sérgio (Bruno Garcia). Intermediando o reatar, por obrigação, desponta o funcionário público Anselmo (Hassum), que, morto, volta à Terra para a missão de destravar o amor dos pombinhos.
 

No roteiro, acima da média para comédias de apelo fartamente fácil, Felipe Mazzoni e McHaddo capricharam na ousadia, estimulando humor mais liberto de fórmulas. Falcão, por exemplo, em breve participação, se gaba das “origens nórdicas”. Quem também colabora muito para o exagero (e alcança resultados, nas piadas), inesperadamente, é Monique Alfradique (do longa Chorar de rir), no papel de Fernanda, filha de magnata do agronegócio, que acusa Elizângela — empenhada em food truck natureba — de agente de “vendas de capim”. Soltando expressões em inglês, a esmo, ela abraça o ridículo, sem maior rede de segurança, sempre num climão montado frente a Elizângela.

Uma frente mais desavergonhada de piadas, causa, e infla as gargalhadas. Piadas com aplicativos de relacionamento, corretores de texto sabotados, expressões de duplo sentido e Hassum com recursos à la Renato Aragão demarcam a leveza. Participações especiais de atores do porte de Maria Clara Gueiros, Dani Calabresa, Thadeu Mello, Paulinho Serra e Victor Leal facilitam ainda mais a graça.
 
 

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