Brasília-DF,
21/SET/2019

'Vision', de Naomi Kawase, explora a resistência e a sede de conhecimento

Juliette Binoche, magnética como sempre, ajuda a diretora a compor seu cinema artesanal

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Ricardo Daehn Publicação:06/09/2019 06:15Atualização:05/09/2019 18:25
Vision: Naomi Kawase em mais um estudo filosófico com apuro estético (Imovision/Divulgação)
Vision: Naomi Kawase em mais um estudo filosófico com apuro estético
 
É pelo aspecto da serenidade que o cinema artesanal da elegante esteta japonesa Naomi Kawase, regularmente, se afirma. Somada à parceria com a esplendorosa Juliette Binoche que outro resultado poderia ser antevisto? Partindo da solitária vida do trabalhador rural Satoshi (Masatoshi Nagase), encurralado num gueto rural japonês, depois da debandada de muitos, Vision explora a temática da resistência, ao lado de outra vertente: a do mergulho no desconhecido e a sede por conhecimento.
 
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Em busca de uma mitológica erva medicinal talhada para debelar ansiedade e enfermidades psíquicas dos seres humanos, a francesa Jeanne (Juliette Binoche, com o magnetismo de sempre) chega à região de Nara. Pela frente, terá a relação com Satoshi, um atento observador das benesses e dos estragos que a natureza imprime, com força, na civilização.

Numa contramão da pretensiosa incursão de Gus Van Sant pelo pessimismo (inclusive de cinema) abarcado em O mar de árvores, afunilado no tema do suicídio, Kawase parte para um sentido maior: o da vida. À disposição, para um trabalho de resultado envolvente, tem à mão a beleza natural da região em que ela nasceu e o talento, sob medida, da atriz Mari Natsuki (lembrada por dublagens em filmes como Ilha dos cachorros e A viagem de Chihiro), que capta, com autoridade, o espírito pacifista e admirável de Aki, espécie de guia espiritual da trama.
 
 
 
 


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