Brasília-DF,
10/DEZ/2019

Al Pacino retorna para as telonas com desafio hercúleo em 'O Irlandês'

O elenco conta com Robert De Niro, Harvey Keitel e Joe Pesci

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Ricardo Daehn Publicação:15/11/2019 06:01Atualização:15/11/2019 12:06
Al Pacino na pele do enigmático personagem Jimmy Hoffa em 'O irlandês'
 (O2 Filmes/Divulgação)
Al Pacino na pele do enigmático personagem Jimmy Hoffa em 'O irlandês'


É a reunião da patota de sempre que formata parte do ambicioso projeto do diretor Martin Scorsese chamado O irlandês. Em cena, estão os atores Robert De Niro, Harvey Keitel e Joe Pesci — mais do que caros para a filmografia do autor de sucessos como Cassino, Os infiltrados e Caminhos perigosos. Como de costume, o diretor se detém em recontar a vida de alguém tocado por crimes.

No caso do filme que tem duração próxima a três horas e meia, Scorsese busca uma dimensão ampla para Frank Sheeran, homem que relegou a vida pessoal para o segundo plano, engajado em missões como a de ser motorista de transportadora, ter sido veterano de guerra e ainda servir como braço direito para criminosos.

Confira as sessões disponíveis.

A máfia, tão cara aos títulos conduzidos por Martin Scorsese, é um dos tópicos centrais no longa. Russell Bufalino (Pesci) é o homem endinheirado que abre as portas para testar a confiança de Sheeran (De Niro) junto aos gângsteres. Interpretado num longa, há 27 anos pelo astro Jack Nicholson, o notável líder sindical Jimmy Hoffa ganha a representação do premiado Al Pacino. Muito da trama diz respeito a Hoffa que, desaparecido em 1975, só veio a ser declarado morto pela justiça norte-americana em 1982.

Com uma estrutura bifurcada, a exemplo da vista em Os bons companheiros (1990), O irlandês traz participações especiais de atores como Bobby Cannavale e Anna Paquin. Além do interessante dado de ter contado com tecnologia para a alteração nas idades dos atores (no lugar dos corriqueiros usos de próteses), vale reforçar que o filme teve muitas dificuldades no financiamento, depois de inviabilizadas coproduções. Sob a bandeira de produção alternativa da Netflix, o longa contou com muito esforço do produtor mexicano Gaston Pavlovich, aprovado com louvor por Scorsese, à época da investida no longa Silêncio (2016), filme anterior do gênio do cinema.



 

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