Brasília-DF,
13/DEZ/2019

'A vida invisível': representante do Brasil no Oscar chega aos cinemas

O filme pode concorrer na categoria melhor filme internacional

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Ricardo Daehn Publicação:22/11/2019 06:04Atualização:21/11/2019 19:25
Guida dá uma oportunidade de peso para a intérprete Julia Stockler (PedroMachado/Divulgacao)
Guida dá uma oportunidade de peso para a intérprete Julia Stockler

Não é pelo desfecho que o sexto longa-metragem de Karim Aïnouz surpreende. Baseado em livro de Martha Batalha, o melodrama alimentado no roteiro criado pelo praticamente estreante Murilo Hauser reincide em apresentar ao diretor, premiado no Festival de Cannes, uma atmosfera de descaminhos.

A estrada, por sinal, em toda a trajetória dramática de Karim Aïnouz teve patamar de destaque. Assim foi em Praia do Futuro (que examinava o reencontro de irmãos modificados pelo tempo) e O céu de Suely, em que um motoqueiro não desgrudava o olhar atento para uma mulher que julgava inatingível.
 

A vida invisível — que tem no elenco Carol Duarte e Fernanda Montenegro dividindo o papel de Eurídice — se banha no clima suburbano e marginal que Karim tão bem soube imprimir em Madame Satã (2002). Eurídice, aspirante a pianista, na trama do filme se vê apartada da irmã Guida (a radiante Julia Stockler). Perdem os laços, em função da opressão paterna e dos traços de uma sociedade caduca nos valores.

Sob uma direção de fotografia adensada de Hélène Louvart (que trabalhou com Wim Wenders), o encanto das duas personagens, volta e meia, se vê abatido por interferências de terceiros. Uma gigante presença feminina brota ainda da atriz coadjuvante Bárbara Santos, que reflete toda a vivacidade da batalhadora Filó, uma espécie de guardiã para a desemparada Guida.
 
 



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