Brasília-DF,
25/SET/2020

A história do batalhão anti-sequestro no Rio é contada em 'A divisão'

O filme, que estreia este fim de semana, é baseado em uma série do Globoplay

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Correio Braziliense Publicação:24/01/2020 06:00Atualização:23/01/2020 20:13
'A divisão' é baseado em acontecimentos reais do estado carioca ( Carlos Fofinho/Divulgação)
'A divisão' é baseado em acontecimentos reais do estado carioca

 
A questão da violência no estado do Rio de Janeiro vem ganhando espaço nas telonas do país e nas produções nacionais. Após sucessos como Cidade de Deus (2002), Tropa de Elite (2007) e Última parada 174 (2008), nos quais a Cidade Maravilhosa se torna cenário de gravações onde o confronto entre bandidos e policiais se faz presente, o diretor Vicente Amorim apostou em A divisão.

O filme — baseado na série da Globoplay, que estreou em 2019 no streaming — traz a realidade brasileira para o cinema ao retratar a onda de sequestros acontecida no Rio de Janeiro na década de 1990 (o sequestro da filha do deputado Venâncio Couto foi o pontapé inicial). O enredo gira em torno de Mendonça (Silvio Guindane) e Santiago (Erom Cordeiro), policiais que foram indicados pelo Secretário de Segurança do Estado e pelo Chefe de Polícia para comandarem a Divisão Anti-Sequestros (DAS).
 
Confira as sessões do filme. 

Com a missão de mudar o panorama caótico instalado no Rio, os personagens (inspirados em pessoas reais), imersos na corrupção da polícia carioca, utilizam-se de métodos não convencionais e não morais para iniciar o trabalho. Suborno e extorsão são alguns dos exemplos. Mesmo com as atividades que fogem do comum, o trabalho passa a surtir efeito e Mendonça e Santiago começam a descobrir casos de sequestro pelo estado, apoiados pelo delegado Benício (Marcos Palmeira).

A questão da proximidade com áreas perigosas é explorada no filme, que traz cenas de morte, violência e retratos da ação dos bandidos. Mesmo com o discurso de anticorrupção — o mesmo da vida real, o enredo de A divisão coloca policiais e sequestradores no mesmo pacote: humanos. Sem definições de heróis ou vilões (conceito este que é entregue por Vicente Amorim, de forma subjetiva, ao espectador), os acertos e erros fazem parte da trajetória dos personagens.
 
 

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