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24/SET/2017

Jovem brasiliense assume cozinha de restaurante brasileiro na Espanha

Filha de ex-diretor comercial da Rede Globo, Juliana Aguiar já trabalhou como atriz e atuou em três novelas na emissora

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Liana Sabo Publicação:11/10/2013 06:20Atualização:10/10/2013 15:49

Depois de atuar em novelas, Juliana Aguiar cria pratos com ingredientes brasileiros em seu restaurante  (Santo/Divulgação)
Depois de atuar em novelas, Juliana Aguiar cria pratos com ingredientes brasileiros em seu restaurante
Quando o celler de Can Roca, de Girona (Espanha), obteve o primeiro lugar no ranking Os 50 Melhores Restaurantes do Mundo, anunciado em 29 de abril, em Londres, havia na cozinha premiada um brasiliense. Lui Veronese, que voltou em setembro e  integra a equipe do chef Marcos Espinoza, não foi o único a trabalhar na Espanha, berço da vanguarda culinária mundial e sede de dois dos mais importantes eventos gastronômicos do mundo: o Gastronomika, que se realizou nesta semana em San Sebastián, no País Basco, e o Madrid Fusión, que ocorre em janeiro na capital espanhola.


Quem for a Madri terá a chance de conhecer uma badalada cozinha onde “se habla brasileño”, como dizemos periódicos locais. Há dois anos, a jovem brasiliense Juliana Aguiar assumiu os fogões do Santo, restaurante e delicatessen reformada por ela com auxílio do pai Cesar Aguiar, ex-diretor comercial da Rede Globo, falecido em junho de 2011, quinze dias após a abertura da casa,  entre as praças Opera e Santo Domingo.


Da tela para a cozinha


Antes de se aventurar nas artes culinárias, Juliana foi atriz no Brasil. Após atuar em três novelas da Globo, ela viajou para a Espanha em 2001 , para conhecer o país e aprender o idioma. Lá, a futura chef ensinava cultura brasileira para os espanhóis, até que conseguiu emprego no catering San Tenedor, onde permaneceu por três anos.


 Outros caterings se sucederam, mas aí Juliana voltou ao Brasil e foi trabalhar no Ateliê Culinário, no Rio de Janeiro, onde sua carreira deslanchou, passando por diversos cargos até se tornar responsável pelo controle de qualidade e chef dos sete restaurantes que compunham a rede.


 Em 2008, a brasiliense, que aqui voltava só para visitar a mãe, a historiadora do Iphan Ana Claudia Lima e Alves, decide retornar à Espanha e aprimorar o aprendizado com estrelas da gastronomia mundial, como o basco Andoni Aduriz, do Mugaritz, e Martin Berasategui, até abrir o próprio negócio na Calle Caños del Peral, 9, que não abre às segundas-feiras. Veja o site: www.santoresto.com.


Tapas de siri

Primeiro prato do restaurante Santo de bacalhau com feijão e leite de coco (Gonzalo Ayarra Burgos/Divulgação)
Primeiro prato do restaurante Santo de bacalhau com feijão e leite de coco

Durante todo o mês de outubro — ou “até o fim da minha matéria prima”, ressalva a chef —, o Santo promove festival de comida brasileira em que os clientes poderão degustar, por 36 euros, um menu que começa com pão de queijo, biscoito Globo e caldinho de feijão, além da caipirinha. Seguem tapas brasileiras, como siri catado com beiju de tapioca, arrumadinho de carne de sol e queijo coalho na chapa com geleia de malagueta.

 Há quatro opções de prato principal: bacalhau com feijão de leite de coco, bobó de camarão, picadinho carioca e escondidinho de carne seca com purê de cará. A refeição termina com três minissobremesas: creme de abacate, manjar de coco com coulis de manga e gengibre e bolinho de banana com chocolate. 

 

Três perguntas Juliana Aguiar

Os madrilenhos conhecem a gastronomia brasileira?


Não, eles acham que nossa culinária se resume ao rodízio... De churrasco. Pois é o único tipo de restaurante que vende como brasileiro por aqui.

No cardápio do seu restaurante, há tapioca, carne seca e cará. É fácil encontrar esses ingredientes?


Cará tem aqui. Há um açougue que faz para mim a carne seca. Já a tapioca, trago na mala mesmo.

Alguns dos melhores  inhos do mundo, como Vega Sicília Único, são produzidos na Espanha. Qual é a preferência da clientela para companhar o menu?


O menu vai acompanhado de uma caipirinha. Depois, normalmente as pessoas pedem um bom vinho branco ou tinto, mas, hoje em dia, os espanhóis procuram uma boa relação qualidade/ preço, mais do que uma região ou uma denominação de origem conhecida.

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