Brasília-DF,
23/SET/2021

Com mais dois restaurantes inaugurados, culinária árabe cresce em Brasília

Pratos bastante temperados e com cor chamam a atenção

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Liana Sabo Publicação:08/11/2013 06:22Atualização:07/11/2013 13:27
O cravo e o coentro estão entre os temperos indispensável da cozinha árabe  (Bruno Peres/CB/D.A Press)
O cravo e o coentro estão entre os temperos indispensável da cozinha árabe

A culinária árabe, uma das mais antigas e aromáticas do mundo, está cada vez mais presente no gosto do brasiliense. Só neste mês, a cidade ganha dois restaurantes: Kibe Empório Árabe, que abrirá na 408 Sul, e Marzuk, que terá filial na 708/9 Norte, nos mesmos moldes do que funciona na 106 Sul, como bistrô e empório.

Essa tendência tem sido impulsionada pelo sucesso do restaurante Lagash, que, por muitos anos, reinou sozinho no Plano Piloto. Ele foi aberto em 1987 por Lenita e Alberto Hamu (falecido recentemente aos 93 anos). A herdeira Maria de Fátima que, desde o primeiro dia, esteve à frente da casa, instalada na 308 Norte, começa a testar novos pratos que estarão no cardápio a tempo de comemorar o 27º aniversário no início de 2014.

Bem abençoado
Isaac Elis é um dos sócios do Marzuk  (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Isaac Elis é um dos sócios do Marzuk

Convencidos de que estava na hora de expandir seus negócios, os três sócios Isaac Elias, Paulo Henrique Cury e a mulher Licia Rabelo encomendaram pesquisa sobre o ponto exato destinado ao o atraente balcão com comidinhas expostas para levar para casa ou comer no local. “Por uma questão de logística, optamos pela Asa Norte”, explica Isaac, que acompanha o preparo das iguarias. O novo Marzuk fica numa esquina (Bloco A da 708/9), onde funcionou uma loja de informática e em tudo se assemelha à matriz.

Aberto na 106 Sul, Marzuk (significa abençoado por Deus) pratica receitas centenárias da família Cury, radicada no Brasil desde o século passado. São carros-chefes a esfirra de carne e o quibe frito; entre as pastinhas, sai muito homus (grão-de-bico), coalhada seca e babaganuche (pasta de berinjela).Pequeno bistrô, com até 35 lugares, divide espaço com o empório, onde haverá também frutas secas, pães e biscoitos. Vai funcionar de segunda a sábado, das 9h às 19h30.

Quibe de abóbora

Outro empório árabe abrirá as portas na 408 Sul, Bloco B, Loja 19, endereço até então usado como escritório de arquitetura numa quadra, que se consolida como polo gastronômico — desde o clássico francês La Chaumière até a inventiva pizza Baco. Tem ainda o italiano Unanimità, o natural Girassol e a creperia C’est Si Bon, estando previstos o Don Durica, o goiano Bartolomeu e a trattoria Piacere, mas tudo indica que será o Kibe, o primeiro dos novos a ser inaugurado.

Depois de comandar por 20 anos o Sana’s, restaurante de comida por quilo, no Setor Comercial Sul, Sana Massouh já estava cansada. Mas guerreira que é, juntou os pés e rumou para a Asa Sul até encontrar espaço para instalar sua fábrica de quibe. “Meu filho precisava disso”, explica a mãe, que dificilmente deixará Adonis tocar o negócio sozinho. Os dois vão “revolucionar o quibe”, promete Sana, detentora de receitas exclusivas da iguaria árabe que virá crua, assada e recheada. “Para os vegetarianos, faço quibe de abóbora sem carne.” Outra atração da casa será a esfirra aberta com recheio de escarola. Telefone: 3244-2079.

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