Brasília-DF,
26/SET/2021

Recente na cidade, espaço moderno reúne hotelaria e gastronomia

Erguido em frente ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, o Base Concept Hotel abriga o restaurante Original

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Liana Sabo Publicação:27/12/2013 06:10

O chef João Freitas apresenta o confit de pato ao molho de vinho do Porto e licor de cassis  sobre creme de baroa (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O chef João Freitas apresenta o confit de pato ao molho de vinho do Porto e licor de cassis sobre creme de baroa

No apagar das luzes de 2013, Brasília ganha um espaço moderno e confortável que reúne, no mesmo endereço, hotelaria e gastronomia. Trata-se do Base Concept Hotel, um prédio de sete andares erguido em frente ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, cujo piso térreo abriga o restaurante Original e um sushibar de nome Aji. “Tradições e futurices” é o que oferece o empreendimento, segundo seus proprietários, que optaram por um estilo simplista.

O cardápio não se limita a sugerir o prato, agrega também informações. Como, por exemplo, a história do espaguete alla putanesca com tomates, pimenta, alho, alcaparras, azeitonas, anchovas e manjericão. “Em uma noite na década de 1940, em Siracusa, marinheiros apareceram sem aviso no lupanar. A proprietária, Yvette la Francese, apressadíssima para voltar à sua casa, misturou o que dispunha rapidamente, sem se preocupar com o tempo de apuramento. Involuntariamente, criou um molho fresco e majestoso”, conta o menu.

Retorno

O restaurante, que passará a funcionar na segunda quinzena de janeiro, traz de volta ao circuito gastronômico o chef João Freitas, um maranhense que mais parece um viking. Com 1,82m de altura, louro e olhos azuis, Freitas é formado na escola do Senac, que funciona no Hotel Águas de São Pedro, em São Paulo. Lá, conheceu Sérgio Arno, que o recomendou para o Via Vecchia, onde atuou ao lado de Dudu Camargo.

Na sequência, veio o L’Affaire, onde o chef ficou três anos, antes de voltar à terra natal. O talento culinário é herança do avô, que, antes de sair para o trabalho num hotel em São Luis, cozinhava em casa. “Minha avó nunca fez comida”, diverte-se. No retorno a Brasília, o chef maranhense especializado em cozinha de hotel comandou as caçarolas do Gran Bittar, depois de uma meteórica passagem pelo St. Peter.

Modernidade

Desde maio, o chef está concentrado no novo trabalho, uma cozinha que “busca preservar a autenticidade da receita, seja clássica, seja retrô” — daí o nome Original. Antepastos, saladas, sopas, pastas, risotos, aves, peixes e carnes, com destaque para o ossobuco com polenta, tal qual surgiu em Milão, e para a picanha ao chimichurri.

Quando abrir a casa — por enquanto, só serve café da manhã com omelete feito na hora —, o confit de pato certamente vai surpreender. Imersa por 15 dias na gordura depois do cozimento, a coxa é servida ao molho de vinho do Porto com licor de cassis sobre creme de baroa, por R$ 65. Dedo de moça e alecrim ornamentam o prato, cuja carne derrete de tão macia.

Há 15 dias, o hotel vem funcionando em apenas dois andares em regime de soft opening, que serve como treinamento da equipe. São 361 apartamentos, distribuídos em meia dúzia de categorias — do top (suíte master) à executiva, passando pela acessibilidade a deficientes físicos e visuais, com indicações em braile. Nos quartos, não há caneta nem papel: qualquer pedido é feito pela televisão. Até a plaqueta “não perturbe” é acionada eletronicamente na fechadura inteligente.

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