Brasília-DF,
18/SET/2021

Fulô do Sertão reforça receita do diferenciado escondidinho de abóbora

Como acompanhamento está a carne de sol, peito de frango ou queijo coalho

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Renata Rios Rebeca Oliveira Publicação:30/10/2015 06:00Atualização:30/10/2015 14:35

Purê de abóbora %u2014 ou jerimum, como é conhecido no Nordeste %u2014 entra
na composição de escondidinho do Fulô do Sertão ( Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Purê de abóbora %u2014 ou jerimum, como é conhecido no Nordeste %u2014 entra na composição de escondidinho do Fulô do Sertão
 

 

Em clima de halloween, o Divirta-se Mais sugere gostosuras feitas com o legume que é a cara da festa

 

Símbolo mais conhecido das celebrações de Halloween — por aqui, também chamado de Dia das Bruxas —, a abóbora é tema central de receitas selecionadas pelo Divirta-se Mais. Dá tempo de se programar e conhecer alternativas para comemorar a festa, que acontece amanhã, degustando quitutes elaborados com o legume de cor laranja.

Tradição que nasceu na Europa bem antes de Cristo, o Dia das Bruxas tinha como função inicial a celebração do fim da colheita e do início do inverno em países como a Grã-Bretanha e a França, uma herança dos povos celtas que por lá viveram. Existe também a crença de que em 31 de outubro era possível entrar em contato com o mundo dos mortos.

Passados os anos, historiadores contam que a festa atual em pouco se parece com os festejos originais. No Brasil, com a globalização, o costume veio em formato americanizado — com direito a caça às bruxas, ao hábito de pedir doces ou travessuras e às festas à fantasia.

Chefs da cidade se apropriam dessa cultura, mas utilizam a abóbora à sua maneira. No Fulô do Sertão, por exemplo, ela vai para a panela para uma versão de escondidinho, prato típico do Nordeste normalmente feito com mandioca. “Por seu sabor naturalmente adocicado, associo a abóbora ao leite de coco”, conta a baiana Ivone Ferreira Sena, proprietária do restaurante.

No Don Durica, a abóbora vira o tradicional doce de compota acrescido de coco, que lembra casa de vó. É uma daquelas receitas que levam o comensal a uma atmosfera de cidades do interior do país. Uma prova de que, de norte a sul do Brasil, o legume tem mais utilidade que uma mera função decorativa.

 

Em purê e escondida

 

O escondidinho tem uma origem discutível. Há quem diga que foi criado em Pernambuco, enquanto outros defendem que se trata de mais uma herança portuguesa deixada à nossa gastronomia. Polêmicas à parte, o prato em que camadas de purê escondem recheios variados encontrou porto seguro no Nordeste e rapidamente se popularizou por todo o país.

De inspiração sertaneja, o Fulô do Sertão é um dos restaurantes de Brasília que oferecem a iguaria. Só que em vez de limitar-se ao purê de mandioca (ou macaxeira), o estabelecimento serve a receita, também, com purê de abóbora — ou jerimum, como é conhecido no estado. O escondidinho com o legume alaranjado pode ser recheado com carne de sol, peito de frango e até queijo de coalho, alternativa a quem não come proteína animal.

Ele vem à mesa em dois tamanhos, que saem por R$ 46,50 (para duas pessoas) ou R$ 28,50 (individual), escoltados por arroz. Baiana, Ivone Ferreira Sena é quem prepara a receita. Ela explica um truque que suaviza o sabor do quitute: “Diferentemente do purê de mandioca, batido no liquidificador com leite, o de abóbora é misturado ao leite de coco”. A troca, segundo a cozinheira e proprietária, se deve ao sabor naturalmente mais adocicado do legume, que combina com a fruta tropical.

Para refrescar, o Fulô do Sertão reforça o apreço pelo Nordeste em bebidas como a cajuína (R$ 6,90), suco de caju filtrado típico do Piauí, e o Guaraná Jesus (R$ 4,50), refrigerante artesanal de cor rosada original do Maranhão.

 


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