Brasília-DF,
15/DEZ/2017

Para homenagear São João, confira receitas com milho, mandioca e pinga

O trio reina nas receitas de quitutes e drinques servidos nas festas juninas

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Renata Rios Sara Campos - Especial para o Correio Publicação:24/06/2016 07:00Atualização:23/06/2016 18:01

 (Kléber Lima/CB/D.A Press)
 

 

Milho, mandioca e pinga. O trio reina nas receitas de quitutes e drinques servidos nas festas juninas. Para lembrar o Dia de São João, comemorado hoje em todo o país, o Divirta-se Mais reúne receitas à base desses ingredientes que podem ser encontradas em restaurantes e bares da capital federal.


Começando pelo milho, grande protagonista das festas juninas. São diversas receitas que levam o grão, nas mais diversas formas, como pipoca, canjica, curau, bolo, cuscuz, milho verde, pamonha, entre outras tantas. Nos restaurantes da cidade, o milho também aparece. A canjica, por exemplo, é servida em três versões no We Café: com amendoim, com coco e sem lactose. “Antes de cozinhar, coloco o milho de molho em água com canela. É uma técnica de avó e fica muito bom”, detalha Adriana Wood.


A mandioca é outro ingrediente que rende diversas receitas. No Gibão, a raiz é encomendada de Goiás. Além disso, a casa usa a mandioca-amarela, mais macia do que a branca, tradicionalmente encontrada nos estabelecimentos de Brasília. “Fazemos a mandioca bem cozida; fica macia, os clientes gostam muito”, comenta a gerente da casa Eudinice Almeida.


Por último, a cachaça — nada mais nada menos que a mais autêntica bebida nacional. A marvada dá origem a drinques característicos, como a famosa caipirinha. Mas, para o período do frio, ela vem aquecer os festejos juninos em duas receitas: a pinga com mel e o quentão. “O quentão é uma bebida ótima para o frio. É bem condimentada e dá a sensação de ter um teor alcoólico maior, por estar quente”, afirma Avener Vieira, bartender do Paradiso Cine Bar.

Arraiá o ano todo!

A broa da padaria Pão Premier é pouco doce para não ficar enjoativa (Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press)
A broa da padaria Pão Premier é pouco doce para não ficar enjoativa

Para os fãs de comida de festa junina, a padaria Pão Premier é um achado. O estabelecimento trabalha com alguns produtos juninos durante todo o ano.


A gerente do local, Ana Cláudia Landim, explica que os preparos são parte da produção permanente da casa e isso acontece por uma demanda dos clientes.


“Devido à alta procura por comidas juninas, mantemos algumas o ano inteiro à venda”, explica. Entre os produtos que a padaria disponibiliza está a broa de milho (R$ 19,98 — quilo). “Nossa broa é muito procurada por ser menos doce e bem fofinha”, afirma a gerente. Ana Cláudia ainda explica que as broas são feitas diariamente.

Quem deseja garantir o pão quentinho tem que chegar cedo. “Fazemos as broas bem cedo — às 6h sai a primeira fornada. À medida que elas vão acabando, vamos fazendo novas levas”, afirma.


Outras pedidas à base de milho são bastante procuradas na padaria, casos do curau (R$ 4,29 — unidade) e da canjica (R$ 19,97 — quilo), ambos feitos de maneira tradicional.


Para a canjica, a padaria segue a receita tradicional, sem amendoim. “Usamos leite, leite condensado e coco. Fazemos a receita da maneira bem típica”, detalha.

Em três versões

Adriana Wood: canjica feita em três versões no We Café (Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
Adriana Wood: canjica feita em três versões no We Café

O we café é uma casa que promete unir gastronomia de qualidade, receitas para quem tem restrições alimentares e a agilidade necessária no dia a dia. “Quando comecei, aqui no Gilberto Salomão, percebi que era necessário um atendimento rápido e com comidas de qualidade”, explica a proprietária, Adriana Wood.


Entre os preparos que Adriana trabalha na casa, está a canjica feita de três maneiras: com coco, com amendoim e sem lactose. “Sempre temos a preocupação de dar opções para quem tem restrições alimentares”, afirma a proprietária. Segundo ela, as receitas são feitas da forma mais comum — o diferencial vem antes de a canjica ir para a panela.

 

“Coloco os grãos de molho com canela; isso deixa um gosto diferenciado, além de deixar o milho mais macio”, explica.


A casa trabalha também com bufê (R4 49,90 — quilo), onde os comensais encontram preparos diversos, primando pela variedade. “Temos sempre três tipos de arroz, por exemplo; um deles é sempre integral. Outro cuidado que temos é com o sal, colocado com muita moderação nas receitas”, explica a proprietária.

Novo horário

A partir de julho, o estabelecimento terá um novo horário de funcionamento, ficando aberto até a 0h. Para se adaptar ao horário, a casa incluirá cafés, lanches, sucos detox e jantar à la carte.

Aconchego mineiro

 (Elementos mineiros aparecem da decoração ao menu do café Uai Bezinha!
)

Inaugurado em abril deste ano, o charmoso café da mineira Tereza Côrtes, o Uai Bezinha!, faz jus à tradição mineira de acolhimento, que vai desde os elementos decorativos — o mobiliário foi fabricado em cidades como Tiradentes, Ouro Preto e São João Del Rey — ao menu dedicado a pratos da cozinha regional.


“Tenho um grande amor pela cultura mineira e há 5 anos já tinha a intenção de abrir um café que fosse muito além de servir e mostrasse o lado hospitaleiro dos mineiros”, ressalta Tereza, que nasceu em Vazante, noroeste de Minas, e utiliza o livro de receitas da família como referência para mais de 20 receitas.


O milho é ingrediente recorrente nos pratos do café e integra pratos como o curau finalizado com canela (R$ 6), os bolos enxerido — à base de fubá de canjica, queijo minas frescal, banana e canela — e o de fubá de milho com queijo e erva-doce (R$ 6 — a fatia de cada um deles).


Entre os quitutes da casa, estão 18 opções à escolha do cliente que podem compor uma cesta a preço fixo (R$ 15,50 — 10 unidades). O milho se faz presente nas preparações salgadas como variações da broa, que pode ser temperada com salsinha, cebolinha e orégano, ou acrescida de cebola e presunto. “Esse ingrediente é um dos fundamentais para a cozinha mineira e, com certeza, é uma grande marca para as comemorações de são-joão”, completa Tereza.

Pamonha pioneira

 (Sete sabores  podem ser encontrados na Pamonharia da Roça
)

Primeira pamonharia a se instalar em Vicente Pires, a Pamonharia da Roça oferece derivados do milho que agradam a comensais em busca de sabores regionais. A cearense Isalmir Pereira comanda a casa que serve sete tipos de pamonha — destaque para a receita que leva lombinho desfiado, queijo minas, pimenta-malagueta e cheiro verde (R$ 7,50) e a doce Romeu e Julieta (R$ 7,90), preparada com queijo minas, goiabada e creme de leite.


“Apesar de eu ser nordestina, nossa pamonha é feita aos moldes mineiros e goianos: com o suco do milho. No Nordeste, a pamonha também leva o bagaço do grão”, explica Isalmir.


Diariamente, o restaurante utiliza 2 mil espigas de milho, que se transformam em pratos que vão além da pamonha. São mais de 20 opções que incluem bolinhos de milho com recheio de queijo muçarela (R$ 16,90) e pudim (R$ 6,90 — a fatia). “Para não ficar enjoativo, decidimos servir uma maior variedade de derivados de milho. Colocamos em prática alguns segredos com pamonheiros de Goiás”, revela.

Frita ou cozida

A mandioca pode ser frita ou cozida para acompanhar a carne de sol no Gibão (Kléber Lima/CB/D.A Press)
A mandioca pode ser frita ou cozida para acompanhar a carne de sol no Gibão

Não dá para pensar em mandioca sem vir à cabeça uma bela carne de sol, com a paçoca, feijão verde e, claro, a manteiga de garrafa. Essa é a aposta do Gibão, casa que funciona desde 1981 na cidade. A proprietária do local, Eudinice Almeida, afirma que o ingrediente é feito da maneira que os clientes gostam: “Deixamos a mandioca cozinhar bem apenas na água e sal.”


No local o cliente pode escolher entre o prato xique xique (R$ 88,90), que vem com carne de sol, arroz, feijão verde, paçoca, vinagrete, cheiro-verde, manteiga de garrafa e mandioca cozida; ou o mandacaru (R$ 92,90), que segue a mesma lista de acompanhamentos, porém com a mandioca frita.


Outro ponto de que Eudinice se orgulha é a qualidade dos ingredientes utilizados. A carne de sol, por exemplo, é feita no próprio restaurante, com uma peça única de coxão duro e lagarto. A mandioca também recebe uma atenção especial. “Usamos a mandioca-amarela, que, além de ter um sabor melhor, é mais macia”, descreve.

Veia nordestina

A goma à base de mandioca recebe recheios variados na tapiocaria Maria Bonita (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A goma à base de mandioca recebe recheios variados na tapiocaria Maria Bonita

As sócias Nelci Soares e Maria Odete investiram em um dos pratos mais populares da cozinha regional nordestina. A tapioca ganha 50 versões de recheio na tapiocaria Maria Bonita.


A iguaria é preparada na hora e pode ser turbinada com coco e leite condensado, chocolate com morangos, e banana com melaço de cana (R$ 10,50, cada uma).


As opções salgadas que estão entre as mais pedidas são a de carne de sol desfiada com queijo coalho (R$ 11,90) e a que leva queijo coalho, coco ralado e manteiga de garrafa (R$ 10,20).


“Hoje em dia comer tapioca já faz parte da rotina do brasiliense. Mesmo assim ela não deixa de ser uma comida típica de festa junina, assim como os pratos derivados de milho”, ressalta Nelci Soares.


A goma de mandioca utilizada nas tapiocas é produzida no DF e tem na versatilidade uma marca. “Brasília permite diversidade na alimentação e a presença de muitos nordestinos nos motivou a abrir a tapiocaria”, diz Nelci.

Bolos e mais bolos

Tiago Riera recheia o bolo de mandioca com doce de leite, goiabada ou requeijão (Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
Tiago Riera recheia o bolo de mandioca com doce de leite, goiabada ou requeijão

O bolo de mandioca é uma receita que encanta muitos comensais. No Fica, vai ter bolo, a receita é especial. Para apresentar, textura menos fofa e mais densa, o doce não leva farinha de trigo nem leite. Por R$ 16, a o bolo é um dos mais procurados da casa.


O sucesso do preparo é tanto que a casa ainda aposta em três versões com recheio, cada uma por R$ 18: de requeijão, goiabada ou doce de leite. “O que mais sai é o de goiabada. Fica um contraste interessante entre a goiabada e o bolo. O pessoal gosta bastante”, comenta o proprietário Tiago Riera.


Já no caso dos bolos de requeijão e de doce de leite, Riera faz um alerta: “os bolos têm o leite, não usamos nenhum produto específico para quem tenha restrição.”

 

Contra o frio

O quentão, feito com cachaça, é uma boa forma de se aquecer neste período
O quentão, feito com cachaça, é uma boa forma de se aquecer neste período

No paradiso Cine Bar, a especialidade são os drinques, tradicionais ou autorais. Na casa, o arraiá não vai passar em branco —  para este fim de semana o Paradiso servirá o quentão, feito da maneira tradicional, com cachaça (R$ 15), para esquentar a noite de quem for ao bar.

 

“Na minha receita acrescento cravo, canela, gengibre, laranja, limão e cachaça. É bastante condimentada e lembra uma espécie de chá”, explica Avener Vieira, bartender da casa. Ele ainda diz que, para esse preparo, deixa para acrescentar o álcool apenas no fim, para não evaporar.

 

Para acompanhar o quentão, a sugestão é o dadinho de tapioca (R$ 26), feito com queijo e temperos e servido com molho de mel com gengibre.

 

Outra pedida, para quem procura uma bebida com cachaça nos dias quentes, é um drinque exclusivo da casa. A receita leva Ypioca 160, açúcar mascavo, baunilha e limão-siciliano (R$ 25). “É uma cachaça diferenciada, de edição comemorativa. Pelo processo que é feita, fica com o sabor mais amadeirado”, finaliza Vieira.

 

Para aquecer o copo

O bar Carijó serve três versões da clássica pinga  com mel
O bar Carijó serve três versões da clássica pinga com mel

a influência pernambucana fica evidenciada no cardápio do bar Carijó, comandado pelo empresário Marconi Amaral. Entre as bebidas da carta figuram clássicos típicos do interior do Brasil, como a dupla pinga com mel, famosa nas festas de são joão.

 

“A mistura com o mel resulta em uma pinga mais suave. O segredo é adicionar uma proporção equilibrada do doce: cerca de um terço de mel”, ressalta Amaral, que serve a bebida envelhecida em barris de carvalho e fabricada em Salinas.

 

A casa aposta em três versões (R$ 9,75 —  a dose): clássica; acrescida de limão; e com mel e canela. Para harmonizar, a casa tem entre os petiscos mais populares o bolinho de mandioca recheado de queijo muçarela (R$ 19,65). O prato é feito à base de purê consistente do tubérculo e frito em óleo por imersão.

 


ONDE COMER

Carijó Gastronomia & Bar
(QE 28 cj. J, Guará II; 3546-3336), aberto diariamente, das 11h às 21h.

 

Fica, vai ter bolo
(213 Sul Bl.C lj. 21; 3703-4700), aberta de segunda a sexta, das 7h às 19h; e sábado, das 8h às 14h.

 

Gibão
(CNB5, lt. 14, lj. 6, Taguatinga; 3563-4085), de segunda a sábado, das 11h às 23h; e domingo, das 11h às 18h. (SRPS, Parque da Cidade, em frente ao estacionamento 4; 3226-2449), de segunda a sábado, das 11h à 0h; domingo, das 11h às 18h.

 

Pamonharia da Roça
(R. 4A chác. 1A lt: 2 lj.1 Vicente Pires; 3397-4330), aberto diariamente das 11h à 0h.

 

Pão Premier
(Q. 301 R. A Conj.E lt. 1 lj. 2 e 4, Águas Claras; 3963-3540), diariamente, das 6h às 22h.

 

Paradiso Cine Bar
(306 Sul Bl. B lj. 4; 3526-8072), aberto terça e quarta, das 11h30 à 1h; de quinta a sábado, das 11h30 às 2h, e domingo, das 11h30 às 21h.

 

Uai Bezinha!
(311 Sul Bl.B lj. 37; 3543-1000), aberto de segunda a sábado, das 8h às 20h.

 

Tapiocaria Maria Bonita
(QRSW 104 Bl.C lj.8, Sudoeste; 3344-0646), aberto de segunda a sábado, das 8h30 às 21h30; domingo, das
8h às 12h.

 

We Café
(Gilberto Salomão, Lago Sul; 3364-2879), aberto todos os dias, das 11h às 16h30.

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