Brasília-DF,
22/AGO/2017

Verão pede pratos leves, refrescantes, e muita cerveja gelada

Faça sol ou faça chuva, há opções disponíveis de leveza na capital

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:20/01/2017 06:03Atualização:20/01/2017 12:06
Os sucos da Boutique do Suco são produzidos sem adição de água, açúcares ou conservantes (Felipe Barreira/Divulgação)
Os sucos da Boutique do Suco são produzidos sem adição de água, açúcares ou conservantes

O verão é a estação mais democrática do ano. Com a mudança de comportamento na sociedade brasileira, a estação quente tem abrigado com constância a pluralidade. A máxima vale sob diferentes aspectos. Engloba desde a quebra de padrões e estereótipos físicos na hora de as mulheres vestir o biquíne ou a sunga. 
 
Diversas como devem ser, as escolhas alimentares combinam da salada consumida com intuito de reequilibrar o organismo diante dos excessos adquiridos nas festas de fim de ano no Natigusto Saladeria ao petisco caprichado no happy hour do I Love Beer; do reconfortante e leve creme de vegetais do Rapport Café e Bistrô ao gelato adocicado da Stonia Ice Creamland. Não é à toa a boa fama da estação, aguardada por meses a fio.
 
Uma das principais vantagens, embora odiada por algumas pessoas, é a vigência do horário de verão, que permite a quem tem um perfil mais atlético se exercitar no fim do dia ao ar livre, com a sempre bem-vinda luz solar, fonte de vitamina D e de felicidade.
 
No outro extremo, o calor do fim da tarde pede uma boa cerveja gelada. Mais que moda passageira, os chopes artesanais extraídos on tap, ou na pressão, têm agradado à boemia brasiliense. Eles têm inclusão de nitrogênio ou gás carbônico e, por isso, são mais refrescantes.
 
“O estilo que mais combina com nosso clima é o pilsen”, defende Claudio Rocha, do I Love Beer. Mas não se confunda. Puro malte não se parece em quase nada com a cerveja que se encontra no supermercado.

A ordem é refrescar


Os sucos oferecidos na Boutique do Suco são prensados a frio, o que garante um produto sem adição de água, conservantes ou açúcares. São 11 tipos de sucos (R$ 13,99, 500ml, R$ 7,50, 250ml), todos pensados para situações corriqueiras, como a insônia, que ganha um suco batizado de Bons sonhos — maçã, abacaxi, maracujá, pepino e cenoura; essa receita ajuda não só como calmante, mas também como diurético.
 
“Nossos sucos são indicados para auxiliar na desintoxicação do organismo, promovendo bem-estar e equilíbrio corporal. Muitos deles têm ação anti-inflamatória, ação digestiva e termogênica”, explica Rafael Pereira, sócio da casa.

Além dos sucos


Mas, apesar do nome, a casa oferece outros produtos além dos sucos, como as sopas congeladas de baixo valor calórico (R$ 15), as bebidas vegetais (R$ 7,50, com 250ml), feitas à base de castanha-do-brasil, e os sorbets, uma forma simpática para quem não se adapta bem a dietas, mas deseja uma alimentação mais balanceada. “Os picolés são feitos a partir dos nossos sucos, ou seja, seguem o mesmo princípio”, afirma Pereira.
 
São cinco sabores do picolé: Primeirão — maçã, espinafre, couve, hortelã e pepino; Nanaí — água de coco, açaí, banana e tâmara; Doce pimenta — melancia, salsinha, pimenta, gengibre e abacaxi; Banana com morango e o Bons sonhos, que leva os mesmos ingredientes do suco. Cada picolé sai por R$ 10, mas a casa trabalha com combos, que agregam descontos.
 
Servida à moda francesa, a omelete chega à mesa com salada (Haoles Fotografia/Divulgação)
Servida à moda francesa, a omelete chega à mesa com salada
 

Novidade nas caçarolas 


Nem bem começou e o ano de 2017 reservou boas surpresas aos clientes do Rapport Cafés Especiais e Bistrô. Com consultoria da personal chef paulista Dine Hinz, radicada em Brasília há 10 anos, o endereço apresenta um menu leve.
 
Dine sabe que o caminho mais fácil nem sempre é a saída ideal. Por isso, mesmo na confecção de cremes de vegetais, respeita o sabor genuíno dos alimentos, dispensando manteiga e creme de leite, tão comum em algumas receitas. Nesse rol, há as opções de abóbora com queijo gorgonzola, raspas de gengibre e chips de batata-doce (R$ 27) e de ervilha com crocante de bacon e chips de batata-doce (R$ 25). Se a dieta impede, basta solicitar e o bacon é retirado.
 
“É o legume puro mais uma quantidade mínima de azeite e um caldo de fundo de legumes”, entrega a chef. É dela, também, a ideia de incluir omeletes feitas em sua forma típica francesa, como a de cogumelo-de-Paris, parmesão, ciboulette e salsinha (R$ 21) e a de queijo gruyère, tomate brunoise e ciboulette (R$ 20). As duas são escoltadas por folhas verdes ao molho de caju com redução de aceto balsâmico.
 
“Depois de misturar todos os ingredientes, fica-se mexendo a combinação na omeleteira, fazendo movimentos como se fossem o desenho de uma cruz, sem parar. Ela não é virada para os dois lados, mas é servida dobrada. Fica cremosa, suculenta”, explica.
 
Outro item indefectível nos cardápios de verão, a salada foge do conceito de um amontoado de folhas com apresentação pouco cuidadosa. Vale, como exemplo, a de salmão assado e desfiado com pimenta dedo-de-moça, talos de cebolinha, cebola roxa, folhas verdes, hortelã, gotas de limão e um toque de canela (R$ 33).
 
“Uso as folhas do tipo baby e bem selecionadas. É um sabor muito mais sutil e se lida com outros elementos, como vários tipos de alface, rúcula suave, brotinhos de beterraba, de cenoura. São mais saborosas e, principalmente, frescas”, encerra Hinz.

Cerca de 37 itens fazem parte do menu do Natigusto, em Taguatinga (Felipe Andrade/ Natigusto)
Cerca de 37 itens fazem parte do menu do Natigusto, em Taguatinga

Comida rápida e do bem

 
Com a inclinação natural para ser período em que cuidados com o corpo e a saúde encontram o auge, por conta da chegada do verão, dezembro foi o mês escolhido para o Natigusto Saladeria começar a funcionar. Além da data, a decisão de montar o “fast food do bem” também levou em consideração a localização estratégica do ponto. Situado na QNB 12, em Taguatinga, o endereço fica próximo a cinco academias de lutas marciais.
 
Todavia, a intenção do sócio Carlos Vinícius Ferreira da Silva é não se restringir a atletas. Com mais de 37 itens, o bufê onde o cliente monta o próprio prato tem ingredientes para diferentes perfis de glutões ao custo de R$ 36,90, o quilo.
As opções passeiam por proteínas, a exemplo de frango desfiado, rosbife e atum; massas, como o macarrão integral e sem glúten; acompanhamentos, nos quais se encaixam o grão-de-bico e diversos vegetais; e, por fim, os molhos. Internacionais, o pesto e o chimichurri, ambos à base de ervas e azeite, dão graça às combinações.
 
“Embora existisse o medo de abrir nas férias, quando Brasília costuma esvaziar bastante, aproveitamos o mês em que os glutões estão com uma energia nova e dispostos a comer de maneira mais saudável”, conta Silva. Desde o início eles contam com supervisão nutricional.
 
A sugestão de sucos muda todos os dias. São duas alternativas naturais e sem o uso de açúcar, aos moldes da mistura de laranja e manga. A bebida custa R$ 5 (300ml) ou R$ 6 (500ml).

Vem aí 

 
Ao pessoal da academia, uma novidade: a Natigusto comercializará paletas com whey protein da marca Paletitas.
 
O ceviche miraflores vem com flores comestíveis, para compor o visual (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
O ceviche miraflores vem com flores comestíveis, para compor o visual
 

Delícia peruana


O ceviche é um tradicional prato peruano. O comensal se delicia com o peixe cru, marinado em temperos. Para quem ainda não se convenceu da receita, o sabor refrescante do limão e o fato de o preparo ser servido frio são os diferenciais que faltavam para esse ser o prato desse verão.
 
No restaurante Cuzco cozinha peruana e japonesa, o cliente conta com uma variedade de cinco ceviches: o tradicional e quatro criações da casa, todos por R$ 30, ou como parte do rodízio, que custa R$ 69,90 e inclui os ceviches e preparos japoneses, como sashimis, sushis, harumakis, shimeji na manteiga e misoshiro.
 
Para quem procura uma receita diferente, a sugestão é o ceviche cuzco, que leva peixe branco, camarão, lula, leite de tigre, pimenta dedo-de-moça e espuma de pisco sour, guarnecido ainda com chips de batata-doce. “Só de peixe e frutos do mar são 150g. O prato fica com cerca de 300g. É uma entrada bem servida, além de muito saborosa”, garante o gerente da casa, Emílio Fiuza.
 
Outra pedida é o Miraflores, feito com salmão, calda de maracujá, cebola roxa, coentro, leite de tigre e flores comestíveis. Já uma fusão que representa a casa é o ceviche nikkei, com salmão, leite de tigre e molho à base de teriaki e gengibre. “Esses dois preparos ficam mais adocicados, menos ácidos; é um sabor muito interessante, em ambos”, garante.
 
O peixe é a aposta do chef Raphael Medeiros, no Medida Provisória (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
O peixe é a aposta do chef Raphael Medeiros, no Medida Provisória
 

Almoço leve e happy hour refrescante

 
Toda semana os clientes do Medida Provisória se deparam com um menu especial da semana, servido no horário do almoço. A combinação se trata de um prato executivo, entrada e prato principal. Claro que durante o verão o menu não poderia fugir do peixe, um preparo leve e refrescante.
 
Até o dia 27 de janeiro, os clientes da casa poderão saborear o peixe rosado francês (R$ 29,90), precedido por uma salada, que varia de acordo com o dia da semana. “Escolhemos uma salada, por ser bem leve, mas variamos cada dia, para não ficar repetitivo”, explica Raphael Medeiros, sócio proprietário da casa. Já o peixe, ele explica: “o rosado é temperado com um pouco de limão e depois passado na farinha de trigo. Então, ele é dourado na manteiga, coloca-se o vinho branco, que reduz, e finaliza com uma rodela de limão siciliano”, descreve.
 
“Esse é um preparo bem leve. Um diferencial dele é que a farinha absorve o molho e o resultado é uma carne úmida”, afirma Raphael.
 
O preparo vem à mesa com salada de manga grelhada com rúcula, tomate e molho de champanhe, além do cenoura frita — que na verdade são cenouras palito temperadas e assadas.
 
A casa ainda conta com uma farta carta de drinques, entre eles o grapefruit julipe (R$ 22) — vodca, suco de cramberry, suco de laranja, contreau, hortelã, licor de toranja e suco de limão. “Esse drinque é muito refrescante, dá para ficar bebendo um depois do outro”, sugere.
 
Drinques à base de frutas da estação estão na carta do Canteiro Central (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
Drinques à base de frutas da estação estão na carta do Canteiro Central
 

Cultura à mesa


Com inauguração oficial em 1º de fevereiro e operando em sistema de soft opening, o Canteiro Central promete ser um misto de boteco, galeria, teatro e casa de shows.  
 
Capitaneado por nomes como o DJ Pezão, fundador do Coletivo Criolina; Pablo Feitosa, do Bar Raízes, e Tyayro Pimenta, produtor artístico que chacoalha a cena de samba do DF, o Canteiro Central se propõe a vender cervejas (a holandesa Heineken sai por R$ 7, com 350ml), mas também focar nos drinques exclusivos e autorais.
 
A ideia é que as bebidas sejam sazonais, a depender das frutas e ingredientes da estação. É o caso do Canteiro Tropical, que consiste em conhaque, licor Jack Daniel’s Honey e caju, por R$ 15, com 300ml. 
 
A receita de Tyayro Pimenta combina com o espetinho de porção de frios com apresentação diferente. “Por ser uma casa de shows, o item é apresentado em formato individual, para comer em pé”, explica Tyayro. Dois tipos de queijo, salaminho e azeitona compõem a receita reinventada, vendida por R$ 10.

Programe-se!

 
A partir do dia 28 de janeiro, as tardes de sábado do Canteiro Central serão palco para o ziriguidum. É a data em que começa o projeto Imagina no Carnaval, que recebe, a cada semana, um bloco de rua da cidade. No primeiro dia, o Suvaco da Asa comanda a farra. Depois, vem o Babydoll de Nylon e o Aparelhinho.
 
Chope artesanal e camarão empanado: combinação perfeita
 (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
Chope artesanal e camarão empanado: combinação perfeita

Sob pressão 


Depois de comprovar que são mais que modismo passageiro, as cervejas especiais ganharam novos formatos. Um deles é a extração on tap, ou sob pressão, que adiciona gás carbônico ou nitrogênio à cerveja não-fermentada.
 
Atualmente, o I Love Beer – Tap House é a casa com a maior quantidade de torneiras desse tipo disponíveis em Brasília. São mais de 30 opções, que vão das clássicas internacionais a produções brasileiras e até de microcervejarias locais.
 
O proprietário Claudio Rocha conta que, nos dias mais quentes, a pedida ideal recai sobre as do tipo bohemian pilsen ou lager —  como a Piná à Vivá, da cervejaria Bastards, uma cerveja forte, cítrica e com bom amargor. Ostentando 8% de álcool, é quase o dobro das comuns. O chope custa R$ 13, com 200ml. Entre as de trigo, Rocha sugere a Weihenstephan, uma clássica alemã, produzida desde 1040. O copo de 200ml sai a R$ 17.
 
Os dois estilos combinam muito com pratos leves. Como o sabor é peculiar, não cabem molhos ou carnes pesadas. Frutos do mar, como lagosta e camarão, são parceiros ideais. Encaixa-se bem a trouxinha de camarão, massa leve feita com a casca do crustáceo, que é levemente empanado e frito na hora. O quitute sai por R$ 18,90, com quatro unidades, e R$ 34,90, com oito. Vale, também, provar com bolinho de bacalhau, a R$ 39,90, 12 unidades.
 
Os sorvetes do Zagaia são feitos com menos açúcar do que o comum (Ed Alves/CB/D.A Press)
Os sorvetes do Zagaia são feitos com menos açúcar do que o comum
 

Combinação de sucesso

 
Não dá para falar de verão e não pensar em sorvete. O calor da estação casa perfeitamente com o preparo gelado e repleto de sabores. Para quem procura variedade e versatilidade, a sugestão é apostar no Zagaia sorvetes artesanais. A casa, que recentemente passou por uma reforma, funciona há seis anos e aposta tanto nas receitas tradicionais como nas sem glúten, sem lactose e até sem açúcar.
 
Entre os sabores, a proprietária do local, Luci Vilma de Oliveira, sugere que o cliente experimente o sorvete de amarena (R$ 9,80, 100g) ou o chocolate trufado (R$ 9,80, 100g). “o de chocolate é o bem tradicional, levemente amargo”, afirma.
Para quem tem alergia à lactose, o sorvete de limão (R$ 9,80, 100g) é uma boa pedida. “Esse sorvete não leva leite e é muito refrescante. Ótimo para o verão”, garante. Ela ainda sugere, para os veganos, o milkshake de chocosoja (R$ 22, 500ml), feito com leite de soja no lugar do normal. “Esse sorvete não tem leite nem açúcar. É uma receita vegana muito requisitada”, pontua.

Truck

 
A casa também trabalha com um truck de sorvete, que circula pela capital. São em média 10 sabores de sorvete, além de açaí e água disponíveis no veículo. Os sorvetes são servidos no copo, por um valor de R$ 10, com cerca de 130g.
 
Na Stonia Ice Creamland, a apresentação é caprichada (Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Na Stonia Ice Creamland, a apresentação é caprichada

Contra o calor, sorvete!


Sorvete para apreciar, também, com os olhos. Esse é um dos propósitos do Stonia Ice Creamland, marca brasiliense que tem chamado atenção pelas combinações suntuosas, clicadas e postadas aos montes nas redes sociais. 
 
Especializada em doces com gelato do tipo italiano manipulados em uma pedra, a Stonia Ice Creamland tem pouco tempo de funcionamento, mas o público já escolheu os favoritos. 
 
O primeiro deles é o avalanche (R$ 39,90, serve até quatro pessoas), composto por gelato italiano de baunilha artesanal servido em taça com brigadeiro de colher, castanha, morango, brownie, Kinder Bueno ou Ferrero Rocher, Kit Kat e doce de leite. Se preferir, o glutão pode trocar o sabor do sorvete por chocolate (R$ 41,90), ou pistache, por R$ 46,90.
 
O X-Stonia também disputa o posto. Trata-se de um sanduíche de churros recheado com gelato italiano de baunilha e doce de leite argentino (R$ 18,50). Sociedade de Laise Assunção e Bruno Borges, a marca pretende abrir uma unidade em Águas Claras até o fim de fevereiro.
 
“Nossos clientes comentam que sentiam falta desse apelo pela sobremesa. Há também essa questão nostálgica e romântica de antigamente, de o casal sair para dividir uma taça de sorvete”, comenta.

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