Brasília-DF,
21/JUL/2017

Qual seu tipo de mãe? Elencamos sugestões gastronômicas para nove perfis diferentes de mães

Da caseira a baladeira, todas podem encontrar um lugar que case bem com o seu estilo e gostos. Confira as recomendações do Divirta-se mais!

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:12/05/2017 06:00Atualização:11/05/2017 18:51
Café colonial da Moranguinho Confeitaria é servido aos sábados e domingos ( Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Café colonial da Moranguinho Confeitaria é servido aos sábados e domingos

Foi-se o tempo em que ditados populares, como os que diziam que “mãe só tem uma” ou que ‘muda apenas de endereço’, faziam algum sentido. Fatores como o empoderamento feminino e a força produtiva da mulher no mercado de trabalho mostram que mães são diversas e de uma potente força revolucionária.
 
Diferem-se em quase tudo, com exceção do amor incondicional aos filhos. E é para elas que o Divirta-se Mais dedica as próximas páginas.
 
Seja qual for o estilo, há uma sugestão gastronômica adequada para cada uma. Gourmet ou boêmia, vegana ou carnívora, caseira ou da balada. Ou, por que não, todas elas em uma só pessoa.
 
Muito além de recomendar locais onde as mães possam se fartar de hoje até o próximo domingo, mostramos o poder das memórias afetivas permeadas pelos cuidados maternos sob o olhar dos chefs de Brasília.
 
“Lembro-me de quando era uma criança e via minha mãe, na companhia da minha avó, fazendo biscoitos para complementar a renda. Sem ela saber, plantou uma semente”, relembra o chef André Castro, do restaurante Authoral, perfeito para matriarcas que se inclinam à cozinha contemporânea.
 
Algumas são mães de coração. Andrei Prates, um dos sócios do Cantucci Bistrô, tem na babá Francisca Rodrigues um misto da imagem de mãe e de avó. “Tanto que, há três anos, a convidei para assinar a parte de sobremesas do restaurante”, conta.

Pro dia nascer feliz

Ana Paulla Oliveira e Allan Oliveira, da Moranguinho Confeitaria, criaram a fórmula perfeita para mães diurnas, que despertam cedo e com muito apetite. Eles cobram R$ 33,90 o quilo pelo café colonial. Montado aos sábados e domingos, o serviço engloba uma dezena de quitutes. Salgados fritos e assados, bolos, biscoitos caseiros, ovos mexidos, bacon, frios, doces regionais e frutas são alguns dos itens recorrentes no serviço.
 
Delícias típicas, como a linguiça de frango caipira e à pamonha frita, entregam a origem do casal de empresários. Ambos são de Hidrolândia, cidade do interior do Goiás, onde o pão de queijo é rei e divide o trono com a broa de milho. Entretanto, a grande vedete do cardápio é outra receita, encontrada de ponta a ponta do Brasil. “A nossa coxinha é bastante famosa”, conta Allan Oliveira.
 
À la carte, o cliente escolhe a bebida que mais lhe apetece. Têm boa saída o suco de laranja (R$ 4,90, 400ml), o capuccino (R$ 7,90) e o café espresso (R$ 3,90). As tortas rendem um capítulo à parte. São 34 sabores, a partir de R$ 44,90, o quilo. No Dia das Mães, haverá algumas disponíveis aos esquecidos, que não fizeram encomendas. Basta ir ao balcão e escolher o quitute à pronta entrega.
 
Egberto Lima e a esposa, Sirlan Lima. O veganismo surgiu como opção gastronômica pela saúde do filho (Breno Fortes/CB/D.A Press)
Egberto Lima e a esposa, Sirlan Lima. O veganismo surgiu como opção gastronômica pela saúde do filho
 

Veganas unidas! 

A nova moda vegana são os açougues sem carne. O primeiro do Distrito Federal foi montado no Gama, em março deste ano. O Vegano Restaurante e Açougue cobre esta lacuna sem que a motivação seja modismo ou oba-oba. A relação dos proprietários Egberto Lima e Sirlan Lima com o veganismo passa de uma década. As razões têm mais a ver com sentimento materno do que com o nicho de negócio.
 
Antes de montar o restaurante que funciona com bufê a quilo por R$ 34,90, o casal passou por um duro processo de saúde com o filho mais novo, hoje com 11 anos. Ainda bebê, o garoto sofria com infecções respiratórias, até que um médico solicitou a retirada do leite de vaca da dieta.
 
Diante de melhora significativa, todos os outros alimentos de origem animal foram eliminados da despensa da família. “Temos outro filho, de 7 anos, que é vegano, e jamais apresentou o mesmo problema de saúde”, comemora Sirlan. Não deu outra. Com o aperfeiçoamento das técnicas culinárias para servir à família, a comida mudou de hobby para empreendimento.
No Dia das Mães, as caçarolas do Vegano serão preenchidas com sushi de vegetais, panqueca de proteína de soja, nhoque ao molho pomodoro, moqueca de palmito, caneloni de couve-flor, entre outras sugestões em que a falta da carne não é sentida. À noite, haverá rodízio de pizzas à vontade, ao custo de R$ 29,90, por pessoa.
 
Além das sugestões, as mães veganas podem montar a própria redonda, optando por um tipo de massa (normal ou sem glúten), um tipo de queijo (são quatro alternativas) e três recheios, entre 22 opções — dentre as quais a famosa carne de jaca, vendida também no açougue a R$ 19,80, a porção com 400g.
 
Apesar de ser um preparo voltado para a perda de peso, o low carb tem ingredientes ricos em gorduras boas (Davi Fernandes Freitas/Divulgacao)
Apesar de ser um preparo voltado para a perda de peso, o low carb tem ingredientes ricos em gorduras boas
 

Saúde que vem do prato

A gastronomia saudável é a prioridade para o chef e proprietário do Bhumi Gilberto Costa Manso, ou seja, o paraíso para a mãe que procura sempre se alimentar bem e de maneira balanceada. A casa privilegia produtos orgânicos, além de trabalhar com gorduras saudáveis e opções sem carne para os clientes. “Abrimos já com essa proposta e buscamos ingredientes ideais para tal”, explica Manso.
 
Para as mães fitness, que buscam perder uns quilinhos, não precisam sair da dieta nem no Dia das Mães. Entre as alternativas disponíveis no cardápio da casa está o menu low carb. São três opções de pratos: alcatra orgânica ao molho de açaí, acompanhado de mil folhas de mandioca com toque de gengibre e manteiga ghee (R$ 44,90); escondidinho de frango refogado com cogumelos e castanha-do-brasil, com purê de abobrinha (R$ 39,90); ou canelone de berinjela e abobrinha com recheio de espinafre e nozes em creme de castanhas ao molho de tomate funcional. Acompanha risoto de sementes com brócolis (R$ 39,90).
 
“Esses pratos são para quem procura uma dieta saudável e perda de peso e ganho de massa magra”, sugere. Ele ainda explica que a dieta é rica em gorduras boas. “Essa dieta é para que, com o tempo, nosso corpo se acostume a buscar energia da gordura, e não do carboidrato”, finaliza.
 
Talharim ao molho de frutos do mar. Novidade do Cantucci Bistrô agrada mães mais clássicas (Telmo Ximenes/ Divulgação)
Talharim ao molho de frutos do mar. Novidade do Cantucci Bistrô agrada mães mais clássicas
 

Às clássicas, uma massa

O Cantucci Bistrô não poderia ser mais certeiro. Escolheu o mês das mães, que movimenta a cena gourmet, para lançar uma novidade no serviço. A partir de agora, a casa serve pratos em tamanhos maiores e para compartilhar. Generosas como são as matriarcas, as criações satisfazem bem duas pessoas. 
 
Clássico que é quase uma unanimidade nos glutões que frequentam o espaço (exceto para quem tem alergias alimentares), o talharim ao molho de frutos do mar e ervas frescas (R$ 79) aparece entre os escolhidos. Em consonância com outras receitas da casa, a massa tem sabores que remetem à infância dos sócios. A máxima se estende, também, ao menu de sobremesas. Neste caso, é permeado por lembranças e afeto em sentido literal.
 
Há três anos, quem assina a parte doce do menu do Cantucci Bistrô é Francisca Rodrigues, ou Kika. A confeiteira autodidata foi babá de Andrei Prates, um dos sócios. Virou parte integrante e indissociável da família. “Para mim, ela é um misto de mãe e avó. Começou fazendo trufas para a loja de cestas de presente da minha mãe e agora é uma profissional de mão cheia”, elogia o empresário. Artesanalmente, Kika produz, entre outros quitutes, a massa folhada e o creme de confeiteiro da mil-folhas de morango (R$ 18).
 
André Castro, do Authoral: cozinha livre de rótulos (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
André Castro, do Authoral: cozinha livre de rótulos
 

Mamãe é gourmet

Quem vê André Castro à frente da cozinha do Authoral não imagina que, há 20 anos, quando escolheu a profissão, o chef precisou provar a muita gente do que era capaz. Inclusive à própria mãe. “A cozinha era considerada um subemprego. Ao ver a academia e outros profissionais da área reconhecendo meu trabalho, ela se convenceu da seriedade da profissão”, confessa.
 
Hoje, a mãe o acompanha em cada conquista, e vibra ao constatar a criatividade do filho, certificada pelo público brasiliense, cidade para o qual voltou após alguns anos vivendo em outras capitais.
 
No Authoral, espaço ideal para mães que apreciam comida pensada “fora da caixinha”, André Castro não quer mais do mesmo. Inclusive, evita rótulos e classifica o restaurante como cozinha de autor, apenas. A busca pelo diferente é um critério gastronômico —que pauta criações como a pescada thay com curry vermelho, lichia, legumes e arroz negro (R$ 69).
 
“Ser criativo não necessariamente é fazer o que ninguém fez. Pode ser fazer o mesmo, mas de forma diferente. Às vezes, tento modernizar; em outras, mostrar que o simples, benfeito, também é do caramba”, defende. Mesmo com o domínio de uma infinidade de técnicas, o chef não dispensa a boa e velha comida de mãe. “É gostoso e, ás vezes, eu me pego pensando se faria aquilo de forma X ou Y. Logo me censuro e apenas aproveito”, emenda.
 
Localizado no Shopping Iguatemi, o Pobre Juan tem happy hour somado a ambiente sofisticado (Felipe Garchet/Divulgacao)
Localizado no Shopping Iguatemi, o Pobre Juan tem happy hour somado a ambiente sofisticado
 

Boêmia, sim!

Mãe também se diverte e, como qualquer mortal, tem direto a um bom happy hour. O período informal em que tira-gostos ditam as regras saltou um nível no Pobre Juan, casa de carnes premium localizada no Shopping Iguatemi.
 
Desde o último mês, o restaurante criou um convidativo cardápio dentro dessa premissa. No entanto, nada de ares de botequim “pé-sujo”. O ambiente é sofisticado e espaçoso. Por R$ 49,90, as mães que adoram a boemia são servidas com uma rodada de porções de petiscos do endereço. Croquetas de ossobuco e de jamón, chorizo tradicional e batatas fritas vigoram entre os itens ofertados.
 
A eles, ainda neste valor, é acrescida uma bebida alcoólica, a escolher entre cerveja Original (600ml), caipirinha, gin tônica ou clericot (drinque que mistura espumante e frutas). O serviço encontra-se disponível das 17h até o fechamento do Pobre Juan.
 
Para acompanhar sua mãe na pista, a sugestão é o Berry Punch do Bamboa Bar (Ana Morena/Divulgacao)
Para acompanhar sua mãe na pista, a sugestão é o Berry Punch do Bamboa Bar
 

Top na balada

Nem pensar em estereótipos neste Dia das mães. Na data que homenageia tantas mulheres, mãe não tem que ficar em casa e fazer o almoço da família. Entre as diversas facetas que a matriarca pode assumir está também a de baladeira. Aquela mãe que adora uns petiscos, bons drinques e precisa de pista de dança aberta pode aproveitar o Bamboa Bar.
 
Lá, as caçarolas ficam por conta do chef da casa, Robert Vander. Para a ocasião, ele preparou três opções de pratos: a paella valenciana (R$ 79,90, para duas pessoas  e R$ 149,90, para quatro pessoas), o bobó de camarão na minimoranga (R$ 55,20, para duas pessoas, e R$ 89,90, para quatro pessoas) e o Yaksoba especial Dia das Mães (R$ 18,90, individual, R$ 35,20, para duas pessoas, e R$ 46,90, para quatro pessoas). “Todos os pratos vêm com uma salada bamboa — cenoura, pepino, tomate sweet grape, palmito, mix de folhas e molho pesto — de entrada. É uma salada leve e simples, já que os pratos são um pouco mais pesados e tem temperos fortes”, explica o chef.
 
Já para beber, a pedida é o Berry Punch (R$ 28,80), o drinque é feito com vodca Ciroc Red Berry, suco de cramberry, morango, limão-siciliano, limão-taiti e soda. “É um drinque suave e refrescante que combina bem com a proposta do cardápio”, promete o chef. 
 
A Charlotte à la Parisienne é feita especialmente para a data (Arquivo Pessoal)
A Charlotte à la Parisienne é feita especialmente para a data
 

Fiquei doce

Na tradicional confeitaria brasiliense Daniel Briand, o cliente pode ter um gostinho da França em pleno Cerrado. São diversos produtos elaborados pelo proprietário do local, Daniel Briand, que podem ser apreciados na agradável varanda do restaurante.
 
Para o Dia das mães, a sugestão é apostar na Charlotte à la Parisienne (R$ 90, o kg), uma torta feita especialmente para a data. “É uma torta bem leve e não muito doce, ideal ao fim de uma refeição”, explica Briand. O produto é feito com biscoitos champagne, preparados na própria casa, que fazem o fundo e as laterais da torta, depois uma Charlotte de frutas vermelhas, seguida pela Charlotte de baunilha. Para finalizar, o chef coloca frutas vermelhas frescas por cima do preparo. “Essa torta deve ser servida gelada, para o creme não escorrer. Se possível, o melhor é encomendar o preparo”, destaca.
 
Outra sugestão de Briand são os bombons, que funcionam tanto como uma pequena sobremesa para ser comida na casa, quanto como um presente para a mãe chocólatra. Na vitrine, o cliente encontra de 15 a 20 tipos de docinhos, sempre com algumas alternativas sem lactose. A unidade é vendida a R$ 3,30, já o quilo sai por R$ 200. O diferencial para presentear está nas caixinhas, que vêm em diversos formatos e com muitas opções de acabamento.
 
Nem toda mãe está disposta a enfrentar os restaurantes lotados na data, para isso, a Eu chef %u2014 Alta Gastrô dá opções que necessitam apenas ser finalizadas (Brito Júnior/Divulgação)
Nem toda mãe está disposta a enfrentar os restaurantes lotados na data, para isso, a Eu chef %u2014 Alta Gastrô dá opções que necessitam apenas ser finalizadas
 

Para ficar em casa

Para quem não se dá muito bem na cozinha ou apenas ainda não praticou o suficiente, o casal Jomar Antunes e Kalene Morais inaugurarou a Eu Chef — Alta Gastrô e oferece um empório gourmet, uma seleção de utensílios domésticos, massas variadas e receitas elaboradas na técnica sous vide, que permite que o prato seja finalizado em casa.
 
“Quase 80% dos nossos produtos é resfriado e precisa apenas ser aquecido em banho-maria antes de servir”, explica a sócia, Kalene. Ela afirma que entre as opções o cliente encontra posta de bacalhau (R$ 97,50), contrafilé (R$ 69,90) e peito de frango (R$ 39,90) temperado com curry. “Nossos produtos são vendidos no quilo, mas em porções de 250g, aproximadamente”, detalha.
 
Para acompanhar, ela sugere ainda que o cliente escolha entre as diversas opções, como o aspargos (R$ 89,90), uma das variedades de legumes do local.
 
 

ONDE COMER

 
Authoral 
(302 Sul, Bl. A, lj. 10; 3225-0052), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h, e das 19h à 0h; sábado, das 12h às 16h, e das 19h à 0h; e domingo, das 12h30 às 17h.

Bhumi 
(113 Sul, Bl. C; 3345-0046), aberto de segunda a sábado, das 8h às 22h. Aos domingos e feriados, das 8h às 16h30.

Bamboa Bar 
(Setor Hípico, Área Especial, cj 22, Parte E, 3334-4450), aberto de terça a quinta, das 17h à 1h, sexta a domingo, das 12h à 1h.

Daniel Briand 
(104 Norte, Bloco A, loja 62; telefone 3326-1135), aberto de terça a sexta, das 9h às 22h; sábado, das 8h às 22h; e domingo, das 7h às 22h.

Eu Chef — Alta Gastrô 
(408 Sul, Bl. D, lj 11; 3554-2636), aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, sábado, das 9h às 21h.

Cantucci Bistrô 
(403 Norte, Bl. E, lj. 3; 3328-5242), aberto de segunda a sábado, das 12h às 15h, e das 18h às 23h. Aberto excepcionalmente neste domingo, das 12h às 16h.

Pobre Juan 
(Shopping Iguatemi, Piso Térreo, loja 20, Lago Norte; 3577-5800), aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h, e das 19h às 23h; sexta, das 12h às 16h, e das 19h à 0h; sábado, das 12h à 0h; e domingo, das 12h às 22h.

Moranguinho Confeitaria 
(QS 410, Conj. B, lt. 3, ljs. 2 e 3; 3022-6161), aberto diariamente, das 7h ás 21h.

Vegano Restaurante e Açougue 
(Qd. 01, Setor Industrial, Res. Gamaggiore. lj. 10, Gama; 4141-5407), aberto de domingo a sexta, das 11h às 15h. Almoço a partir das 11h40.

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