Brasília-DF,
28/JUL/2017

Veja dicas que podem fazer o serviço do restaurante ser inesquecível

Célio Freitas, gerente do restaurante Gero, defende que é necessário ter profissionais habilitados para lidar com o público

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Rebeca Oliveira Publicação:07/07/2017 06:00Atualização:06/07/2017 19:07
Para Célio Freitas, é necessário que garçons sempre se reciclem (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Para Célio Freitas, é necessário que garçons sempre se reciclem
 
No clássico samba Conversa de botequim, Noel Rosa dá o tom de como deve ser um bom atendimento: rápido, cordial e, de preferência, disposto a superar expectativas. A fórmula vale não apenas para bares, mas também para restaurantes e lanchonetes. “Precisamos fazer o cliente chegar sorrindo e sair gargalhando”, brinca Célio Freitas, gerente da filial local do restaurante Gero, referência quando o assunto é o serviço de garçons.

Um dos segredos para chegar lá, acredita Célio, é o tempo de experiência dos profissionais. O mais novo está há 4 anos na empresa. Conta pontos, também, uma relação próxima e transparente com a equipe. Freitas (com 26 anos de casa) foi treinado pessoalmente por Rogério Fasano, dirigente do gigante grupo hoteleiro e alimentício que leva o sobrenome do paulistano. “A cada três meses, temos palestras, além de um planejamento diário para correção de erros”, conta.
 
Infelizmente, não são raros os exemplos contrários. Pratos trocados, nota errada, serviço lento. Recai na figura do garçom uma série de ingerências. Em tempos de redes sociais atuando como um potente megafone para reclamações, um atendimento mal executado pode derrubar até o estabelecimento onde a comida é impecável.
 
Depois do chef, o garçom tem nas mãos o poder de gerar lembranças —  sejam positivas, sejam negativas. Cabe a esses profissionais organizar o salão, conferir se as mesas estão corretamente postas, dar boas-vindas aos fregueses, receber os pedidos, trazer a conta e garantir que todas as necessidades sejam atendidas.
 
Parece fácil? A tarefa é exaustiva e, muitas vezes, requer do funcionário bastante jogo de cintura. Isso porque, além das missões institucionalizadas, a imagem também é associada à de um psicólogo, um consultor e, por que não, até de um amigo. Para Luiz Carlos César, professor dos cursos de garçom e maître no Senac, falta, por parte de alguns empresários e contratantes, uma preparação técnica adequada e prévia da equipe. Para o especialista, a mudança deve começar na contratação, primeira etapa do processo.

Treinamento precário

“O dono de restaurante não exige experiência e contrata pessoas iniciantes, oferecendo um salário mais baixo, sem dar treinamento adequado. Isso gera um serviço precário porque ele rapidamente troca de emprego por outro que pague melhor”, defende. “Não acho que tenha ver com a crise financeira. É justamente no momento da recessão em que mais se precisa de um profissional habilitado para lidar com o público. Vejo muita acomodação e conivência. Garçons precisam estar sempre motivados”, acredita o professor. “O segredo é não se acomodar. Aliás, já reparei que quando os restaurantes estão vazios é que os garçons mais erram, não dão atenção ao cliente”, explica Luiz Carlos César.
 
“Para melhorar o serviço, temos um curso chamado De olho no atendimento, voltado a profissionais e restaurantes estabelecidos”, adianta Rodrigo Freire, presidente da sucursal do Distrito Federal da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Normalmente, essa formação é feita em parceria com o Sebrae e custa cerca de R$ 1.200, com três meses de aula e aplicação in loco. “Para a empresa não é um gasto, é um investimento”, conclui Freire.

SERVIÇO
 
ONDE APRENDER
Curso de garçom 
Organização do local de trabalho, recepção, atendimento ao cliente e execução de serviços de alimentos e bebidas são o foco do curso de 250h. É preciso ter 18 anos e ensino fundamental completo. A próxima turma terá início em 10 de julho, na Unidade de Gastronomia (SCS, Qd. 5, Bl. C, Lts. 27/28; 3224-5210). Confira preços e outras informações 
no site do Senac.

Curso de maître 
O curso prepara profissionais para planejar, organizar e supervisionar equipes e o trabalho em bufê, banquetes e eventos sociais. Como requisito se pede a idade mínima de 18 anos e ensino fundamental completo. A próxima turma começa em 28 de agosto, na Unidade de Gastronomia (SCS, Qd. 5, Bl. C, Lts. 27/28; 3224-5210). Confira preços e outras informações 
no site do Senac.

On-line 
No site www.ead.sebrae.com.br, há dois cursos que podem ajudar: boas práticas nos serviços de alimentação e D’Olho na qualidade: 5 Ss para os pequenos negócios. Ambos são gratuitos.

Reclamações mais comuns
- Comida ou bebida que não corresponde ao que foi pedido
- Temperatura inadequada do alimento
- Prato do cardápio em falta
- Serviço lento
- Bebida ou comida estragada
- Falta de higiene
- Reservas não cumpridas
- Demora na apresentação da nota
- Erro da nota
(Fonte: Guia do Garçom, do Sebrae)

PARA LER
No início desde ano, o Sebrae Nacional (em parceria com o Instituto da Hospitalidade e o Ministério do Turismo) publicou o Guia do garçom. O objetivo é reforçar a melhoria no atendimento no segmento de bares e restaurantes. Disponível para download gratuito no site da instituição, a publicação promove o bem-servir com base nas Normas Brasileiras de Ocupações e Competências para o Setor do Turismo, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).



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