Brasília-DF,
25/ABR/2018

Confira onde comer em Brasília para aliviar a seca

O Correio selecionou restaurantes com opções refrescantes em Brasília

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:01/09/2017 06:00Atualização:31/08/2017 17:50
O mês de agosto chegou ao fim, mas deixou uma herança: a seca. O clima é de muito sol, temperaturas altas e umidade baixíssima. Não é raro que atinja a casa dos 20%, longe do idealizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 60%.
 
A alimentação é um importante aliado para minimizar os efeitos da secura. Mais do que tomar litros e mais litros de água, as escolhas à mesa podem ajudar a aliviar a sensação de mal-estar causada pelo clima que se assemelha ao de um deserto. Nas páginas seguintes, o Divirta-se Mais enumera nove sugestões para sobreviver à seca, que deve durar até meados de outubro.
 
Enquanto a chuva não vem, é bom recorrer a proteínas de fácil digestão, como salmão. O pescado ganha destaque no menu do Shoio, restaurante nipônico fresquinho na cidade.
 
É uma boa hora também para correr para a sorveteria mais próxima. Em vez de sobremesas gordurosas, cobertas por caldas calóricas e barras de chocolate, é prudente escolher uma alternativa feita a partir de frutas, ricas em vitaminas e minerais. E elas são muitas no balcão da Oni-uno Ateliê de Gelato, no Sudoeste.

O café esfriou – e tudo bem! 
Cold brew vira drinque na Belini - The Coffee Experience, cafeteria comandada por Luiz Gustavo Costa Manso (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press.)
Cold brew vira drinque na Belini - The Coffee Experience, cafeteria comandada por Luiz Gustavo Costa Manso
 
Se antes café gelado era sinal de descuido, hoje, virou sinônimo de tendência. É, ainda, uma solução para os brasilienses continuarem degustando a bebida de cor negra mesmo em tempos de altas temperaturas.
 
A Belini — The Coffee Experience é uma das cafeterias da cidade que investem no cold brew, método de extração de café a frio. O pó passa 12 horas em água a 6ºC. O resultado é uma bebida quase licorosa.
 
“A cafeína só é liberada com água quente. Moemos o grão com espessura mais grossa e depois dosamos com água para garantir que o cold brew não fique muito forte”, ensina Luiz Gustavo Costa Manso, sócio do café. Depois de pronto, o café gelado vira drinque, alcoólico ou não.
 
De manhã, vale pedir o cold brew com leite de amêndoas (R$ 18,90) ou leite de coco (R$ 13,90). No esquenta da balada ou no happy hour, cai bem o cold brew com tônica e gim, por R$ 29,90.

Água, a rainha da hidratação
Em tempos de baixa umidade, a água de coco, presente nos sucos do TNT Fit Food é uma aliada (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Em tempos de baixa umidade, a água de coco, presente nos sucos do TNT Fit Food é uma aliada
 
 
Durante a seca, não tem nada melhor que a água de coco para hidratar. Na garrafinha, no próprio coco ou em misturas, ela é um coringa para quem quer repor líquidos, além de ter um sabor que vem “de fábrica”, sem adição de açúcares ou conservantes.
 
 “Nossos sucos que levam água de coco costumam dispensar o uso do açúcar, o que é muito positivo”, garante Rafael Guimarães, sócio do local.
 
O suco de melancia com água de coco (R$ 7,50, com 350ml; R$ 10,20, com 680ml) junta dois ingredientes indicados para o período. Outra pedida é o suco de melancia com maracujá (R$ 7,50, com 350ml; R$ 10,20, com 680ml). “Nesse temos a união do azedinho do maracujá com o doce da melancia”, revela Rafael.
 
Em tempos de preocupação com o corpo e a saúde, o suco detox (R$ 11,90, com 680ml) combina os refrescantes gengibre e o limão à hidratação da água de coco. 

Fique por dentro!
Para quem não quer perder nenhuma novidade da loja, vale a pena seguir o instagram @TNTFitFood. Na rede social é possível acompanhar novidades, como sabores de sucos, promoções e os pratos do dia.

A refrescância de uma salada
A salada niçoise leva abacate, a fruta do momento, na composição ( Divulgação/MKT Mix)
A salada niçoise leva abacate, a fruta do momento, na composição
 
Comandante das caçarolas no café Viena, o chef paulista Du Cabral apresenta 50 receitas novas que poderão ser encontradas nos restaurantes da rede do Rio de Janeiro,  de São Paulo e de Brasília. 
 
Como as três cidades têm climas diferentes, o desafio do chef foi desenvolver composições que se encaixassem nos hábitos e costumes de cada uma das capitais.
 
“São sugestões saudáveis, de fácil acesso e que funcionam”, explica Du. Em dias de baixa umidade e altas temperaturas, os brasilienses têm acalanto nas saladas, servidas no sistema de bufê a quilo.
 
A niçoise leva atum selado em crosta de gergelim. Fruta do momento — cultuada devido à alta concentração de gorduras benéficas ao organismo —, o abacate ganha a companhia de camarão e trigo em uma salada delicada.
 
Os preços do bufê mudam a depender do endereço. Na unidade do Iguatemi Brasília, sai a R$ 72,90 (o kg). No Boulevard Shopping e Pátio Brasil, o preço cai para R$ 69,90, o kg.

Quebrando o tabu
A tradicional salada caprese do Siamo Noi segue a receita italiana à risca (Divulgação/Siamo Noi)
A tradicional salada caprese do Siamo Noi segue a receita italiana à risca


Pizzas, massas, lasanhas, gelatos, vinhos. É difícil dissociar a cozinha italiana dos prazeres listados. No entanto, apesar de ser dona de uma potência gastronômica conhecida pela fartura, a Itália é o terceiro país com menor taxa de obesidade do mundo (atrás apenas do Japão e da Coreia do Sul).
 
Um fator que os ajuda a manter a silhueta em dia vira vantagem do outro lado do continente. Italianos gostam de comida fresca, seja em uma salada, seja em uma suculenta massa. A característica é perfeita para Brasília, sobretudo quando a umidade chegar perto dos 20%.
 
Representante da cozinha do país da Bota, o Siamo Noi, restaurante novato na cena local comandado por Milton Carbonara, tem um pontapé natural para o início das refeições. A insalata caprese (ou salada caprese) custa R$ 29 e agrega tomate italiano, mussarela de búfala, e manjericão fresco, como manda a tradição. Sal, azeite extravirgem e pimenta do reino temperam a mistura fina.
 
O glutão pode continuar a refeição pelo ravióli de carne seca com abóbora coberto por manteiga à base de manjericão (R$ 44). Embora tenha uma carne vermelha de gosto pungente, o molho é sutil e levemente refrescante. Harmonize com Tre Fradéi, vinho tinto nacional da Serra Gaúcha por R$ 18,90, a taça.

Frescor que vem do mar
Pautada pelo bom uso de peixes e pescados, naturalmente mais leves que carnes vermelhas, a comida japonesa pode ser criativa e autoral.
 
Esses são dois pilares do recém-inaugurado Shoio Sushi Lounge, sociedade de Gabriel Milfont, Fábio Bindes e Lucas Espíndola. “Queremos unir um serviço de altíssima qualidade a uma cozinha nipônica de fusão”, resume Lucas.
 
O salmão trufado (R$ 36) pode atestar a afirmação. De autoria do chef Jel Messias, o pescado ganha molho de azeite trufado, shoyu, raspas de limão siciliano e pimenta dedo-de-moça. 
 
Por cima, uma camada extra de sabor aparece com as “palhas crocantes” de alho-poró.
 
Com a mesma pegada leve, o camarão ao curry (R$ 26) tem o crustáceo selado em azeite extravirgem e molho curry. Vem envolto em salmão maçaricado e recheado com cream cheese. 
 
Shoio oferece sushi fresco em ambiente descolado (Ed Alves/CB/D.A Press)
Shoio oferece sushi fresco em ambiente descolado
 

In natura
'O frescor dos ingredientes é fundamental na culinária peruana', diz Bertica Maritza, proprietária do El point peruano (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
'O frescor dos ingredientes é fundamental na culinária peruana', diz Bertica Maritza, proprietária do El point peruano
 
 
O milho, o peixe e a batata têm lugar especial na gastronomia peruana. O trio serve como um pilar dessa gastronomia, que resulta em experiências inusitadas e incríveis. Entre os vários preparos de que se pode falar ao tratar desta cultura, o ceviche é provavelmente o mais popular.

Entre as opções do El point peruano está o trio de ceviches (R$ 70). “O peixe tem que ser bem fresco para o ceviche. Se ele passa de dois dias, já não serve para essa receita”, explica a proprietária Bertica Maritza Atoche.

Já as bebidas entram com tudo em um mundo de frescor, a começar pelo pisco sour (R$ 25), feito com pisco, limão, xarope de açúcar e clara de ovo. “A clara, apesar de inusitada, serve para tirar o sabor forte do pisco. Dessa maneira, fica um drinque mais agradável”, revela. Os clientes ainda podem conhecer o exótico chichamorada (R$ 6), suco feito de milho roxo.

Taça de outra cor
Para quem acha que em tempos de seca  não há lugar para um belo vinho escoltado por uma bela carne vermelha, no Decanter Wine Bar, essa combinação é superválida. 
 
“Durante esse período de seca e calor, os rótulos roses e brancos ficam em alta”, explica o gerente comercial e consultor de vinhos da casa, José Filho Anjos.
 
O carpacio da casa (R$ 27) vai à mesa com molho de alcaparras, rúcula e grana padano e, segundo José Filho, casa perfeitamente com o rosé De Martino Gallardia, um chileno de 2016 do Vale de Itapa. “Esse vinho aguenta acidez. Ele é estilo provance: bem clarinho e bem fresco”, garante.
 
Para quem vai de branco, o especialista sugere o também chileno Villard Sauvignon Blanc, do Vale de Casa Blanca, 2016. A harmonização é garantida, com ceviche de camarões, manga, cebola e limão (R$ 25). “Fica um prato bem tropical, que combina tanto com o clima quanto com a bebida”, promete.

Fartura em tempos de seca
A água saborizada e a salada de frutas são uma dupla de sucesso no chá da tarde, garante a sócia Fernanda Costacurta (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A água saborizada e a salada de frutas são uma dupla de sucesso no chá da tarde, garante a sócia Fernanda Costacurta
 
São muitas as vantagens de quem decide ir ao Marietta nesses dias quentes e secos. Além de a casa ter um cardápio farto de alternativas leves e cheias de líquidos, as unidades do Lago Sul e do CasaPark ainda têm uma hora especial nas tardes de terça a sexta.
 
Entre 16h e 20h, o chá da tarde conta com diversas opções doces e salgadas, a R$ 38,90, por pessoa. As primeiras coisas que chamam a atenção na bela mesa são a água saborizada e o chá. Outra pedida que encanta em tempos de seca é a salada de frutas.
 
“Fazemos a salada com abacaxi, melancia, maçã e mamão. Para finalizar, cobrimos com o suco de laranja”, descreve a sócia do local, Fernanda Costacurta.
 
Já nos quitutes, o cliente encontra um mix de sabores, como pães de queijo, folheados, bolos e docinhos variados.
 
“Fazemos sempre várias opções e vamos colocando cada dia alguns preparos diferentes, para não ficar sempre igual”, explica Fernanda. Ela ainda destaca que o cliente tem direito a uma bebida quente (chá, café ou chocolate quente) um suco (laranja, abacaxi ou caju) e um moscatel.

Fofura de gelato
Naturais, gelatos de fruta da Oni-uno, de Vanessa Brito, não usam conservantes ou aromatizantes (Ed Alves/CB/D.A Press)
Naturais, gelatos de fruta da Oni-uno, de Vanessa Brito, não usam conservantes ou aromatizantes


À primeira vista, o Oni-uno Ateliê de Gelato fisga o cliente pelo design clean e, ao mesmo tempo, multicolorido. Os dois estilos podem soar paradoxais, mas ganham harmonia em projeto de design assinado pelo estúdio brasiliense Avocado.
 
O encantamento continua com o cardápio simples e exposto no balcão. Com preços entre R$ 6 (o pequeno, com até dois sabores) e R$ 14 (o grande, com até três sabores), os gelatos mantêm os sabores genuínos dos ingredientes com os quais são preparados. E não podia ser diferente.
 
“Não uso saborizantes, conservantes ou aditivos químicos”, assegura Vanessa Brito, que criou a marca há pouco menos de um ano.
 
Boa pedida é provar os sorvetes feitos a partir de frutas da estação, perfeitos para o calorão de Brasília. Goiaba, abacate com limão, abacaxi com caju e frutas vermelhas entram no rol de alternativas. Um diferencial é o biscoitinho crocante de trigo e açúcar que vai por cima do gelato.
 
ONDE COMER
 
Decanter Wine Bar 
(208 Sul, Bl. A, lj 16/20; 3349-1943), aberto de quarta a sexta, das 17h à 0h e sábado, das 12h às 15h.

El point peruano 
(SHIS Qi 11 BL. O lj 6, Lago Sul; 3526-1525), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 23h20; domingo, das 11h30 às 17h30.

Marietta 
(SHIS Qi 9 Bl. A, ljs 12 a 24, Lago Sul; 3364-3091), aberto de segunda a sexta, das 12h às 23h; sexta e sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 23h; (SGVS lt 22, lj 202 e 203, CasaPark, Guará; 3361-4463), aberto de segunda a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 10h às 22h.

TNT Fit Food 
(CLSW 301 Bl. C, lj 14, Sudoeste; 3257-2777), aberto de segunda a sexta, 
das 12h às 22h; sábado, das 12h às 19h; (Shopping Iguatemi Brasília, dentro da academia Bodytech; 3468-1806), aberto segunda a sexta, das 7h às 22h; 
sábado, das 7h às 15h.
 
Belini Café – The Coffee Experience 
(114 Sul, Bl. B, lj. 7; 3554-9005), aberto de segunda a sábado, das 8h às 23h; e domingo, das 8h às 22h.

Siamo Noi 
(405 Sul, Bl. B, lj. 36; 3242-7786), aberto segunda, das 11h às 22h; terça a sábado, das 11h às 23h; e domingo, das 12h às 16h.

Oni-uno Ateliê de Gelato 
(CLSW 103, Bl. B, lj. 1, subsolo; 3045-9532), aberto de terça a quinta, das 12h às 19h30; e sexta a domingo, das 12h às 20h.

Shoio Sushi Lounge 
(201 Sul, Bl. B, lj. 37; 3223-8632), aberto de segunda a sexta, das 12h às 16h, e das 18h30 à 0h; sábado, das 18h30 à 0h; e domingo, das 12h às 16h.

Viena 
(Boulevard Shopping Brasília, 2º Piso, lj. 107; 3347-4283); (CA 4, Lago Norte, Shopping Iguatemi Brasília, lj. 179, piso superior; 3039-1290), aberto diariamente, das 11h30 às 22h; (SCS, QD. 7, Shopping Pátio Brasil, lj. 3, piso 3; 3226-0834), aberto de segunda a sábado, das 11h às 22h; e domingo, 
das 12h às 20h.
 

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