Brasília-DF,
21/NOV/2017

Comida, diversão e arte: conheça locais que misturam gastronomia e lazer

Relaxar, colocar a leitura em dia, conhecer o trabalho de artistas da cidade ou até fazer umas comprinhas. Tudo isso agregado a muita comida. Quer saber onde?

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Beatriz Queiroz* - - Renata Rios Publicação:27/10/2017 06:00Atualização:27/10/2017 16:27
O café Cobogó - Mercado de objetos recebe também eventos, como as feirinhas Convescote de Acepipes e Feira de Quintal ( Lanna Silveira/Esp. CB/D.A Press)
O café Cobogó - Mercado de objetos recebe também eventos, como as feirinhas Convescote de Acepipes e Feira de Quintal
Não é exagero afirmar que a gastronomia é uma das formas mais representativas de cultura, pois ela envolve a alma, tanto de quem cozinha quanto de quem come e, assim, se cria um vínculo. É na gastronomia que muitos encontram também um momento de relaxamento, afinal, por mais coletivo que seja o comer, é um momento no qual o comensal faz algo prazeroso por si.
 
A gastronomia não exclui outras artes, nem ambientes que fogem do que se espera em um restaurante. São diversas as casas espalhadas pela capital que percebem como aproveitar essas ideias e oferecem entretenimento de qualidade para os clientes. São opções para todos os gostos, seja para uma bela vista, acompanhada de música ao vivo, como é o caso do Liv Lounge; seja uma alternativa mais bucólica, como o Vista Linda, às margens da Chapada da Contagem, com opção de trilha, além de áreas para o cliente descansar após a refeição.
 
 
 
Claro que também são muitos os espaços que unem outros tipos de arte à culinária, como é o caso do Sebinho Café. “Essa ideia do café surgiu dos próprios clientes. Sempre fomos abertos (à ideia de) às pessoas permanecerem na loja, e ficar aqui é muito mais agradável tomando um bom café e lendo um bom livro”, garante Cida Caldas, proprietária da loja.
 
Já com uma proposta de unir a gastronomia a uma loja, o Cobogó — Mercado de objetos surgiu como um evento e, quando a ideia da loja saiu do papel,  já começou com a gastronomia agregada ao espaço. “O café e a loja surgiram juntos e, para mim, eles se complementam”, pontua PH Caovilla.
 
Queridinho da capital
 
Com pequenos ambientes espalhados pela casa, o Ernesto busca manter o contato com a cidade (Antúria Viotto/Divulgaçao)
Com pequenos ambientes espalhados pela casa, o Ernesto busca manter o contato com a cidade
 
Não é incomum entrar no Ernesto Café e se deparar com alguém sentado em uma das cadeiras do local, lendo um livro, enquanto se delicia com um dos preparos da casa. No segundo andar, a proposta parece ficar ainda mais óbvia, pois, além das mesas, há estantes de livros. “Procuramos abrir esse espaço para a literatura independente, muito por causa da procura dos autores”, explica Giordano Bomfim, responsável pelos eventos da casa.
 
Giordano explica que uma das ideias é trazer o que temos na cidade, sempre buscando manter o contato com Brasília. “Aqui, tentamos fazer pelo menos dois eventos por mês”, pontua e completa: “Estamos abertos também a receber eventos e temos muitas pessoas que nos procuram”.
 
Já para comer, o croissant (R$ 6) pode vir com manteiga (R$ 2) ou geleia caseira (R$ 3). Outra pedida é o brownie com nozes (R$ 10). Já para beber, o café é a grande estrela e, para colocar toda arte na xícara, a sugestão é o capuccino (R$ 10), que vai à mesa com a espuma decorada.
 
 
Mercado de delícias
 
No Cobogó - mercado de objetos, as crianças podem brincar 
enquanto os pais lancham
  (Arquivo do Cobogó/Divulgacao)
No Cobogó - mercado de objetos, as crianças podem brincar enquanto os pais lancham
 
PH Caovilla e a esposa, Mariana Dap, criaram o Cobogó como um evento, tudo muito diferente da configuração que a casa tomou. “Quando decidimos montar o Cobogó — Mercado de Objetos foram diversos fatores que nos levaram a escolher esse ponto. Queríamos sair um pouco dos lugares mais comuns — As comerciais de 400, 200, 100 e 300”, relembra o empresário, que investiu na altura das 700. 
 
Para PH, um dos grandes diferenciais do local é uma gameleira, árvore de grandes proporções e raízes aéreas que dá todo um charme para o ponto.
 
Na loja, o café parece ter sido retirado de um passado nostálgico, com um balcão em azul claro e uma mesinha no interior da loja — além das espalhadas na área externa, perto de um parquinho. “O nosso cardápio conta com receitas da nossa família. 
 
O biriba (R$ 6), por exemplo, é um doce de coco com pouco açúcar, ideal para tomar com café. É uma receita da minha sogra”, revela. Outro sucesso é o bolo de cenoura (R$ 9). O bolinho feito em tamanho individual é coberto por uma generosa porção de brigadeiro.
 
O local organiza e recebe alguns eventos no espaço externo. Entre eles, estão duas feirinhas: uma no último sábado do mês, a Convescote de Acepipes; e outra no primeiro sábado do mês, a Feira de Quintal. Ambas das 10h às 19h. Vale conferir também a Banca da Ivone, que acontece todos os sábados, das 14h às 19h.
 
Três artes, um só lugar
 
Os clientes da Mundo Vivo podem comer no jardim em frente ao espaço ( Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
Os clientes da Mundo Vivo podem comer no jardim em frente ao espaço
 
Com apenas seis meses de funcionamento, a Galeria Mundo Vivo surgiu com a proposta de unir artes visuais, gastronomia e música no mesmo ambiente. O local é fruto da sociedade entre Tatiana dos Anjos, Fernando Ferreira, o filho dele, Lucas Neder, e mais Lenine Lanksassa. “A gente queria reunir a arte com uma comida de excelência. Tenho certeza de que ao menos uma coisa boa as pessoas encontram aqui”, provoca Lenine.
 
O espaço cultural beira o Parque Olhos D’Água e vai além das paredes de concreto para o jardim plantado ao redor do endereço, onde são colocadas mesas para que os clientes também aproveitem a natureza. Com a cozinha sob o comando de Silvia de Carvalho, esposa de Fernando, eles propõem uma combinação entre cardápio e galeria. 
 
“O nome Mundo Vivo já adianta um pouco da nossa culinária. Nós queremos aproximar os povos com pratos que tenham referências de diferentes lugares”, conta a chef.
 
Uma das escolhas de Silvia é o quibe chato (R$ 19), receita que veio da avó dela, que era libanesa. O quibe é recheado com cebola caramelizada na manteiga clarificada, castanha-do-brasil e nozes, e servido com coalhada e palitos de pepino. Um bom casamento com o prato é o espumante rosê (R$ 78 —  a garrafa), que tem sabor suave e dá a sensação de refrescância.

 
Toque italiano
 
No Antonieta, a bruschetta tem três sabores ( Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
No Antonieta, a bruschetta tem três sabores
 
Quem vai ao Antonieta se depara com várias vertentes. Logo de cara, as mesas seguem um modelo de refeitório, nada de mesinhas para dois ou para quatro pessoas. Nas paredes, o espaço é destinado a exposições, já o subsolo recebe desfiles, shows e lançamentos.
 
“Temos diversos preparos italianos na casa, devido às origens da minha família”, declara João Mazocante. Entre os preparos que João sugere está a bruschetta (R$ 15), com três recheios: caprese — tomate, muçarela de búfala e pesto de manjericão; parma — molho de queijo, presunto de parma e broto de alfafa; e peperonata — antepasto feito de pimentão vermelho assado no forno.
 
Para a sobremesa, o proprietário aposta na panacota (R$ 12) com calda de frutas vermelhas. A bebida, devido aos dias quentes, fica por conta do drinque Brew tônica (R$ 10), feito com coldbrew, água tônica e xarope de limão. “O próprio coldbrew já dá refrescância e deixa uma sensação muito boa”, ensina o empresário.
 
Atualmente o artista que ocupa as paredes do café é o fotografo brasiliense Lucas Las-casas. Ainda no local, vale conferir os cursos de baristas oferecidos pelo @losfelizcafelab, além do brechó @globalstreetfashion.
 
 
Oásis cultural
 
Livraria, espaço para evento e até café, o Sebinho é um dos pontos que entram com tudo na cultura ( Gustavo Moreno/CB/D.A)
Livraria, espaço para evento e até café, o Sebinho é um dos pontos que entram com tudo na cultura
 
Quem vai ao Sebinho Café pode escolher em dois menus, ambos fartos e diversos. O primeiro é de livros, que parecem surgir em todos os cantos —  dos títulos mais óbvios aos mais inusitados. Já o segundo diz respeito às comidas, que são servidas em um local que é difícil determinar se é um café com livros ou uma livraria com café.
 
“No início, a proposta era de servir cafés e lanches, mas, com o tempo, fomos implementando tanto almoço quanto jantar”, relembra Cida Caldas. Entre os preparos de almoço, o gerente Tiago Cardoso sugere o cordeiro (R$ 42,90) — carré de cordeiro grelhado com farofa de cuscuz marroquino, geleia de menta com hortelã e legumes salteados. 
 
“Esse é um prato bem leve, pois a carne é grelhada e os legumes são salteados apenas no azeite”, garante.
 
Para beber, a sugestão é a soda italiana, oferecida em três versões: tangerina, maçã verde e amora (R$ 9,50, cada). Para encerrar, o petit gateau (R$ 17,90) promete arrancar suspiros de quem comer. “Nessa receita colocamos uma calda de maracujá e outra de goiaba para dar um toque azedinho e quebrar o doce”, descreve.
 
No próximo dia 31 de outubro, aniversário de Carlos Drummond de Andrade, o Sebinho realiza o Dia D. Um evento com diversas atrações para homenagear o escritor.

 
Um café gelado, por favor!
 
A combinação entre o café com sorvete e o waffle é uma forma gostosa de combater o calor (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
A combinação entre o café com sorvete e o waffle é uma forma gostosa de combater o calor
 
Segundo a canção Samba de café, de Vinicius de Moraes, o café “tem de ser forte, como o bem” e “doce, como o amor”. A bebida que é paixão nacional nunca perde a vez, nem mesmo no calor de Brasília. “Eu acho engraçado que o café que mais sai é o quente. O público mais velho continua no tradicional café com pão de queijo ou broa de milho”, analisa a proprietária do Fran’s Café da Fnac, Luciana Ribeiro.
 
Mesmo com as bebidas quentes sempre em alta, o Fran’s oferece algumas versões geladas. O café berry (R$ 13,90) é uma mistura da bebida com sorvete de creme, calda de frutas vermelhas e chantili com raspas de chocolate, e, somado ao banana belgian waffle (R$ 25,10), que também vem acompanhado de sorvete, é uma ótima opção para o calor de Brasília.
 
Outras boas combinações com o clima são o carro-chefe da casa, o franccino (R$ 14,90), e o breeze (R$ 12,40). O franccino pode ser servido em seis sabores, como o crocante e o doce de leite, e é finalizado com chantili. Já o breeze é uma mistura geladinha de polpa de amora, maracujá ou morango, com leite condensado.
 
Além da comida, a casa oferece um ambiente tranquilo que foge à agitação do shopping. “Muita gente diariamente toma um café depois do almoço, outros ficam para ler ou fazer uma reunião de negócios, e no fim de semana sempre tem as famílias que vêm almoçar”, conta Luciana.

 
Caminhar ou recostar?
 
No Vista Linda, a tradicional culinária capixaba é servida dentro do Parque nacional, de frente para a chapada da Contagem (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
No Vista Linda, a tradicional culinária capixaba é servida dentro do Parque nacional, de frente para a chapada da Contagem
 
Nada melhor para relaxar que comer um belo almoço e se recostar em uma rede, com uma vista pra lá de bucólica. É exatamente por isso que o restaurante especializado em comida capixaba Vista Linda é a escolha perfeita para quem deseja um pouco de paz. 
 
No local, a diversão é para todos: os aventureiros podem encarar a trilha de cerca de um quilômetro; outra pedida é descansar na rede enquanto aprecia a vista da Chapada da Contagem; além da área ampla para a criançada.
 
Para comer, a dica é se jogar na moqueca capixaba. “Tudo feito ao estilo do Espírito Santo. Para a moqueca, todo o líquido é do tomate e do peixe, por isso o sabor fica tão intenso e apurado”, explica o chef Gouthier Dias.
 
As moquecas podem ser de robalo, badejo, cação, camarão e frutos do mar (a partir de R$ 134,90, para duas pessoas). 
 
“Os peixes que trazemos para a mesa são de altíssima qualidade. É um cuidado que tenho”, explica. Para acompanhar o clássico, arroz, pirão e moqueca de banana da terra.
 
A casa oferece também uma alternativa vegetariana, a moqueca de banana da terra e palmito (R$ 79,90), acompanhada de pirão de legumes e arroz. 
 
Para quem não gosta de peixe, há pratos executivos e infantis  de carne ou frango.
 
 
Uma vista de tirar o fôlego!
 
O salmão atende a pedidos por um prato mais leve (Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
O salmão atende a pedidos por um prato mais leve
 
À beira do Lago Paranoá, o Liv Lounge oferece aos clientes a tranquilidade de contemplar uma das vistas mais bonitas da cidade. “Quando  observo ao redor parece que não estou trabalhando. A melhor coisa é não ter  barulho de carro e ouvir os passarinhos, mas ainda estar dentro da cidade”, afirma o chef Leandro Nunes.
O restaurante abriu há sete anos e se moldou até chegar à proposta atual: espaço confortável, decoração aconchegante, vista para o Lago. 
 
“Teremos pratos que combinem mais com esse clima praia e que sejam mais leve e saudável”, define. A novidade está em fase de testes e passa a funcionar oficialmente a partir da próxima quarta.
 
Garantidos no cardápio estão o poke de atum (R$ 45) e o salmão (R$ 66), que podem ser combinados com um aperol spritz (R$ 28). Como entrada ou refeição mais simples, o poke de atum é uma espécie de ceviche com temaki, mas servido dentro de um bol. Como uma proposta de prato leve, o salmão é servido acompanhado de purê de ervilha, espaguete de nabo, cenoura e abobrinha.

Recinto do rock
 
Escondido na área industrial próxima ao Riacho Fundo, o Fim da Linha é uma opção para aqueles que curtem um bom  rock. Com shows de quarta a sábado, o local reúne bandas covers da cidade, e até de outros países, e uma boa comida de boteco.
 
No cardápio, as opções são clássicas e um destaque é a porção de contra-filé flambado. A carne é cortada em tirinhas e feita de um modo “simplão”, como define o proprietário Rogério Avelino: “A carne é flambada no conhaque com mostarda, pimenta do reino e cebola.”
 
Para combater o calor, uma das opções é o chope (R$ 18 —  caneca de 600ml), que às quartas tem promoção de dose dupla. Quem prefere o sabor diferenciado das cervejas artesanais pode harmonizar o contra-filé com a witbier (R$ 26). A bebida fermentada de trigo extra possui coentro e aroma de laranja.
 
A casa recebe hoje a banda Suit Pee com couvert a R$ 10. Amanhã tem festa de dia das bruxas com show da banda Curiosa e ingressos a R$ 10, para os fantasiados, e R$ 15, para quem estiver sem fantasia.
 
 
 
* Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader 

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